Publicado 07 de Fevereiro de 2019 - 14h20

Por Alenita Ramirez

Na casa deles foram apreendidos diversos apetrechos usados na pichação e três pés de maconha

Divulgação/Polícia Civil

Na casa deles foram apreendidos diversos apetrechos usados na pichação e três pés de maconha

A Polícia Civil de Campinas prendeu na manhã desta quinta-feira (7), dois homens suspeitos de integrarem uma quadrilha de pichadores. Antônio Henrique de Oliveira Santos, de 26 anos, e Alan Barbosa Pereira, de 27 anos, foram detidos com base em mandado de busca e prisão, expedidos pela 5ª Vara Criminal, e tiveram prisão temporária de cinco dias decretada. Eles são investigados pelo 10º Distrito Policial (DP) após pichação, em dezembro do ano passado, em três prédios no Jardim Guarani.

Segundo os policiais, eles atuam em várias cidades do Estado e picham quatro assinaturas distintas, mas sempre usando a letra “A” como marca, que se refere Anarquista. O grupo, que conta com integrantes até da Capital, se reúne todas as sextas-feiras em um shopping da cidade para organizar o vandalismo. Ainda conforme os investigadores, os suspeitos são ousados, já que têm o hábito de exibir nas redes sociais suas ações. “Eles tiram fotos no interior de elevadores de prédios e exibem matérias jornalísticas de detenções como troféus de seus feitos”, disse o chefe de investigações, Marcelo Hayashi.

As buscas foram realizadas no Parque Dom Pedro 2 e Jardim Adhemar de Barros. Na casa deles foram apreendidos diversos apetrechos usados na pichação e três pés de maconha. Os suspeitos usavam um Renault Sandero para chegar nos locais alvos. O veículo está com o adesivo de um aplicativo de transporte. Os investigadores acreditam que eles utilizam o adesivo para despistar a polícia.

A dupla vai responder por crime ambiental e formação de quadrilha e ainda foi feito contra eles um Termo Circunstanciado (TCO) em relação aos pés de maconha que cultivavam.

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Alenita Ramirez