Publicado 11 de Janeiro de 2019 - 20h19

Por Adagoberto F. Baptista

Maria Teresa Costa

Da Agência Anhanguera

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O governo do Estado deve lançar um chamamento público, ainda este ano, para manifestação de interesse do setor privado na formação de uma parceria público-privada para a implantação do Trem Intercidades, entre Americana e São Paulo, passando por Campinas e Jundiaí. O secretário de Transportes, Alexandre Baldi, informou que esta semana, técnicos da secretaria e do Ministério de Infraestrutura se reunirão em São Paulo para começar a definir um cronograma de implantação do projeto que será divulgado no início de fevereiro.

Estimativas iniciais indicavam necessidade de investimentos de R$ 5,4 bilhões para toda a obra, dos quais R$ 1,8 bilhão deve ser investido pelo Estado. O valor, no entanto, será estabelecido na PPP, com base em estudos do Banco Mundial que o governo recebe na próxima terça-feira.

“O mais importante é que a posição do governo federal mudou completamente para viabilizar no curto prazo o início desse projeto. O governo há muitos anos vinha colocando dificuldades em alguns entendimentos que seriam fundamentais. São alguns entendimentos técnicos que ainda precisam ser formalizados mas que no pronunciamento do ministro ficaram transparente que estão vencidos”, disse o secretário que, na quinta-feira, com o governador João Doria (PSDB) se reuniu em Brasília com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, para discutir o projeto.

Segundo o secretário, o Banco Mundial vai entregar, na terça-feira, ao governo do Estado, o plano de mobilidade para a implantação de um sistema de transportes, o Trem Intercidades, para a macrometrópole paulista, área que engloba a região metropolitana da capital, Santos, Sorocaba, Campinas, São José dos Campos. A primeira fase do trecho, entre Americana e São Paulo, passando por Campinas e Jundiaí, terá 135 quilômetros de trilhos. O estudo vai embasar o chamamento público para manifestação de interesse do setor privado para a formação de uma parceria público-privada. O trem, segundo ele, poder ser usado em vários trechos de trilhos já existentes. “Na reunião do grupo essa semana já teremos identificado onde haverá necessidade de construção de novo trecho. O ministério já vai conversar com a concessionária antes da reunião para que haja uma posição mais clara”, disse.

A Rumo, que administra o trecho ferroviário no interior, já tem avaliação de que Americana não comporta tráfego adicional de trens na linha que corta a cidade. O Município está no chamado corredor de exportação e o trecho, segundo a concessionária, já apresenta saturação. “Tudo isso teremos mais claro na próxima semana e saberemos as eventuais alterações e intervenções necessárias ao projeto”, afirmou Baldi.

O estudo que o Banco Mundial entrega na terça-feira vai demonstrar tecnicamente a possibilidade do compartilhamento das vias férreas atualmente existentes entre transporte de cargas (federal) e de passageiros (estadual) para a definição das regras de compartilhamento das vias férreas e os níveis de qualidade dos serviços de passageiros a serem atingidos pelo Trem Intercidades.

Conduzido pelo Consórcio Pró-TL, composto por cinco empresas lideradas pela DB Internacional Brasil Ltda., subsidiária do grupo Deutsche Bahn, maior companhia operadora de ferrovias da Europa ,o estudo teve a parceria do Banco Interamericano de Desenvolvimento e o Banco Mundial.

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Adagoberto F. Baptista