Publicado 26 de Janeiro de 2019 - 5h30

Com o fim das encomendas para as festas de fim de ano, a indústria brasileira encerrou dezembro com queda na atividade e no emprego, mas otimista em relação aos próximos meses. De acordo com a pesquisa Sondagem Industrial, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o índice que mede a evolução da produção recuou de 48,3 pontos em novembro para 40,7 pontos em dezembro. Pela metodologia da pesquisa, números abaixo de 50 indicam queda. Em dezembro de 2017, o índice estava em 42,4 pontos.A utilização da capacidade instalada caiu 4 pontos percentuais em relação ao mês anterior, fechando dezembro em 65%. No mesmo período de 2017, o porcentual estava em 64%. Já o indicador que mede a evolução dos estoques passou de 48,4 pontos para 46,4 pontos, a mesma marca de dezembro de 2017.Ainda abaixo da linha dos 50 pontos, o que indica queda, o indicador que mede o emprego industrial passou de 49,1 pontos para 47,2 pontos. Em dezembro de 2017, o número era 47,7 pontosRecuperação

Mesmo com as quedas na atividade e no emprego entre novembro e dezembro, as expectativas dos industriais são positivas para os próximos seis meses. Segundo a CNI, os empresários estimam aumento no número de contratações e altas nos investimentos, na demanda, nas exportações e na compra de matérias-primasA projeção para o número de empregados passou de 51,7 pontos na pesquisa feita no mês de novembro para 53,1 pontos na pesquisa divulgada ontem. Na pesquisa de dezembro de 2017, o indicador estava em 50,2.A intenção de investir ficou em 56,1 pontos, ante 55,5 pontos da pesquisa anterior. Já o índice que mede a demanda ficou em 60,3 pontos, o de quantidade exportada em 56,1 pontos e o de compras de matéria-prima ficou em 57,5 pontos.“O aumento da intenção de investir do empresário é uma excelente notícia. A concretização destes investimentos geram mais emprego, mais produção e mais renda, dando condições para que a indústria, e a economia como um todo, não só apresentem taxas maiores de crescimento, mas, mais ainda, trilhem um caminho de crescimento sustentado no longo prazo”, disse o economista da CNI, Marcelo Azevedo.De acordo com a pesquisa, as empresas ainda estão insatisfeitas com as condições financeiras no trimestre. O indicador que mede a margem de lucro operacional passou de 42,4 pontos para 42. (Do Estadão Conteúdo)