Publicado 12 de Janeiro de 2019 - 5h30

A inflação oficial medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou 2018 em 3,75%, conforme divulgou ontem o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em dezembro, a inflação avançou 0,15% - o menor resultado mais baixo para o mês desde a implantação do Plano Real, em 1994. Como consequência, a taxa acumulada em 12 meses desacelerou de 4,05% em novembro para 3,75% em dezembro - a taxa mais baixa para períodos de 12 meses desde maio de 2018. O resultado anual ficou dentro da meta estabelecida pelo Banco Central para 2018, que variava de 3% a 6%. Alimentos lideraram

Os alimentos foram os principais responsáveis pela inflação de 3,75% em 2018 - eles acumularam alta de 4,04% no ano passado, resultado fortemente impactado pela greve dos caminhoneiros em maio, que provocou desabastecimento de itens alimentícios e subsequente aumento nos preços.“A paralisação dos caminhoneiros ocorreu no fim de maio, e houve um impacto pontual, em junho nos alimentos e também nos combustíveis. Não fosse a paralisação, provavelmente a inflação teria encerrado o ano passado num percentual menor”, disse o pesquisador do IBGE Fernando Gonçalves.Os alimentos consumidos em casa ficaram 4,53% mais caros em 2018, enquanto a refeição em bares e restaurantes subiram 3,17%. Entre os produtos que mais subiram no ano passado estão o tomate (71%), frutas (14%), leite longa vida (8,5%) e pão francês (6,5%).Outras despesas

Outros grupos que também pesaram na inflação do ano passado foram habitação (4,72%) e transportes (4,19%). No primeiro, tiveram destaque passagem aérea (17%), gasolina (7%) e ônibus urbano (6%). Já entre os gastos com habitação, o principal componente de alta foi a energia elétrica (9%).Entre os nove grupos de despesa pesquisados, apenas comunicação teve deflação (-0,10%). Os demais grupos tiveram os seguintes índices: artigos de residência (4%), saúde e cuidados pessoais (4%), educação (5%), despesas pessoais (3%) e vestuário (0,61%).Capitais

Entre as regiões metropolitanas e capitais, Porto Alegre foi a que acumulou a maior inflação em 2018 (4,62%), seguida por Rio de Janeiro (4,3%), Vitória (4,19%) Salvador (4,04%) e Belo Horizonte (4%) - todas acima da média nacional. Já as menores taxas foram observadas em Aracaju (2,64%), São Luís (2,65%), Recife (2,84%), Fortaleza (2,9%) e Campo Grande (2,98%). (Da Agência Brasil)