Publicado 12 de Janeiro de 2019 - 5h30

As aulas da rede municipal de Educação de Campinas vão começar no dia 6 de fevereiro, mas os cerca de 55,5 mil alunos darão início ao ano letivo sem material e uniforme escolar. A confirmação foi feita pela Secretaria Municipal de Educação ontem. De acordo com a assessoria de imprensa da Prefeitura, em nota, “os processos para as licitações começaram em meados de 2018 e houve todo o trâmite legal e burocrático normal, porém os processos estão sendo finalizados somente agora”. “Essa é mais uma situação que prova que a educação em Campinas está um caos. A creche onde meu filho estudou no ano passado, não entregou mochila, tênis e meias. Esses materiais faziam parte do combo que a Prefeitura entregava junto com o uniforme. Além disso, a desorganização da creche foi um ponto muito negativo e neste ano, acredito que não vai mudar muita coisa”, afirma a consultora comercial que preferiu não se identificar. “Liguei ontem para saber a data de início de funcionamento da creche e eles não sabiam informar. Um absurdo”, disse.

O filho dela de 5 anos, estuda desde os 3 na rede municipal. “É um descaso”, reclamou. Segundo ela, o período integral atende crianças de no máximo 3 anos. Desempregada, ela estima em R$ 300 o prejuízo da não entrega dos uniformes e complementos. “Material escolar ainda não chegou a faltar, mas temos que comprar tênis e mochila e são objetos caros”.

A Secretaria de Educação informou também que já realizou dois pregões eletrônicos para a escolha das empresas que fornecerão tanto o material escolar quanto o uniforme para os alunos matriculados na rede municipal. Na próxima semana, serão conhecidas as empresas vencedoras. Se todos os trâmites acontecerem sem imprevistos, como impugnações, as vencedoras terão o prazo de até 30 dias para a entrega dos materiais e uniformes.

Outra mãe que também optou por não se identificar, informou que a escola municipal onde o filho estuda, entregou o uniforme somente no meio do ano passado. “Sem contar a péssima organização da escola. Este ano já passei duas vezes na escola eles informam que estão sem sistema e não sabem quando vai ser o primeiro dia letivo”, contou.