Publicado 07 de Dezembro de 2018 - 20h08

Por Adagoberto F. Baptista

DA AGÊNCIA ANHANGUERA

O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) concedeu na tarde de ontem o alvará de soltura ao empresário Sylvino de Godoy Neto, diretor-presidente licenciado do Grupo RAC. Ele é investigado na Operação Ouro Verde, que apura desvios de verba pública do Hospital Ouro Verde. Na semana passada, o empresário teve a prisão preventiva decretada, mas o juiz Caio Ventosa Chaves o autorizou a ficar em prisão domiciliar até que a promotoria recebesse esclarecimentos sobre seu estado de saúde – uma semana antes, Godoy Neto chegou a ser internado com síndrome coronária no Hospital da PUC-Campinas.

Com o habbeas corpus, o empresário poderá responder ao processo em liberdade. A decisão foi do desembargador Leme Garcia. "A concessão desta liminar é uma decisão importante. Representa um reconhecimento da não necessidade de prisão preventiva do Sylvino neste caso", destacou o advogado empresário, Ralph Tortima Stettinger Filho. O promotor Daniel Zulian, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) afirmou que a Procuradoria Geral de Justiça avaliará o cabimento ou não de recurso.

Além de Godoy Neto, também tiveram pedido de prisão preventiva na terceira fase da Operação Ouro Verde o ex-secretário de Assuntos Jurídicos Silvio Bernardin, o lobista João Carlos da Silva Junior, o dono do laboratório de análises clínicas Danilo Donnangelo Silveira, o contador da OS Vitale Alcir Fernando Pereira, e os empresários Gustavo Khattar de Godoy e Felipe Braz Bernardes. Todos foram denunciados pelo Ministério Público (MP) por organização criminosa, corrupção ativa e passiva e peculado.

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Adagoberto F. Baptista