Publicado 07 de Dezembro de 2018 - 17h37

Por Adagoberto F. Baptista

Maria Teresa Costa

Da Agência Anhanguera

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O prefeito Jonas Donizette (PSB) foi notificado ontem, às 14h, da instalação de uma Comissão Processante (CP) na Câmara de Campinas, para investigar sua responsabilidade nos desvios de recursos públicos do Hospital Ouro Verde. Jonas terá até o dia 21 para apresentar sua defesa, por escrito.

A notificação foi feita por procuradores da Câmara, medida adotada, segundo o presidente da CP, Luiz Cirilo, para evitar constrangimentos ao prefeito e à comissão. O parlamentar informou que o decreto federal que estabelece o rito de atuação das comissões processantes, não define se são dez dias corridos ou dez dias úteis para a apresentação da defesa. “Para evitar questionamentos futuros, a comissão deliberou que sejam dez dias úteis, remetendo assim, para o dia 21, o prazo final para Jonas entregar sua defesa”, afirmou.

Na segunda-feira, disse, vai pedir a juntada à documentação já existente, do processo completo das duas primeiras fases da Operação Ouro Verde deflagrada pelo Ministério Público, para que a comissão possa analisar todo o contexto das denúncias apresentadas.

Na quinta-feira, o vereador Nelson Hossri (Podemos), protocolou requerimento para que a CP convoque o chefe de gabinete, Michel Abrão Ferreira, para que deponha na CP. O nome de Ferreiro apareceu na delação de Daniel Câmara, ex-diretor a Vitale. Ele teria, segundo o delator, contratado o diretor da Secretaria de Saúde para montar plano de cobrança de propinas de laboratórios privados. Cirilo disse ontem que não recebeu o requerimento, mas que analisará.

O vereador Marcelo Silva (PSD), autor do pedido para investigar responsabilidade do prefeito, arrolou dez testemunhas para serem ouvidas pela Comissão Processante: o ex-secretário Sílvio Bernardin, o deputado federal Luiz Lauro (PSB), uma assessora do deputado, o presidente licenciado do Correio Popular, Sylvino de Godoy Neto, além de Ronaldo Pasquarelli, Paulo Câmara e Daniel Câmara, apontados como donos da Vitale, o ex-diretor da Secretaria de Saúde, Anésio Corat Júnior, e João Carlos da Silva Júnior e Danilo Silveira, presos na terceira fase da Operação Ouro Verde.

Jonas também arrolará testemunhas. Em nota, ele informou ontem que foi notificado no início da tarde de sexta-feira e fará a sua defesa prévia dentro do prazo legal de 10 dias.

O pedido de investigação contra Jonas foi protocolado na Câmara dia 22, após a decretação da prisão do ex-secretário de Assuntos Jurídicos, Sílvio Bernardin, que cumpre prisão preventiva em Araraquara. Essa prisão, segundo o vereador Marcelo Silva, deixou claro que “o prefeito não praticou os atos necessários à manutenção da legalidade e à moralidade no que toca ao repasse de verbas ao Ouro Verde” e “que o prefeito e seus secretários tinham ciência e participavam ativamente do esquema.”

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Adagoberto F. Baptista