Publicado 08 de Dezembro de 2018 - 5h30

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do País, registrou deflação (queda de preços) de 0,21% em novembro, informou ontem o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado foi o menor desde julho de 2017, quando também houve deflação de 0,23%. Se avaliados apenas os meses de novembro, o resultado foi o menor desde o início do Plano Real, em 1994.Em 12 meses, a inflação acumula 4,05%, enquanto a taxa acumulada de 2018 (de janeiro a novembro) soma 3,59%. A deflação de novembro ocorreu em cinco dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE.O maior impacto para o resultado negativo veio do grupo Transportes, cujos preços recuaram 0,74%, com destaque para combustíveis (-2,42%). A Habitação também contribuiu para a deflação, registrando recuo de 0,71% (com destaque para os preços da energia elétrica, com queda de 4,04%).Segundo o IBGE, a queda no preço da energia elétrica é explicada pela mudança na bandeira tarifária. Em novembro, passou a vigorar a bandeira amarela, na qual há cobrança de uma taxa adicional menor sobre o consumo do que a que vigorava em outubro.Em sentido oposto, a alta nos preços no grupo Alimentos e Bebidas, de 0,39%, foi a que apresentou a maior variação positiva no IPCA de novembro, com destaque para os aumentos da cebola, tomate, batata-inglesa e hortaliças. O pesquisador do IBGE, Fernando Gonçalves, destacou o impacto das chuvas nos preços dos alimentos in natura em novembro. “Além disso, com o calor, a demanda por folhagens aumenta, pressionando os preços”, disse. Na média, os alimentos para consumo em domicílio subiram 0,34%, enquanto a alimentação fora de casa ficou 0,49% mais cara. (Da Agência Brasil)