Publicado 03 de Outubro de 2018 - 17h24

Por Paulo César Dutra Santana

Paulo Santana

Da Agência Anhanguera

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Em tão pouco tempo, já é visível a mudança de comportamento do elenco da Ponte Preta com a chegada do técnico Gilson Kleina. Quinto profissional a comandar o time na temporada, a expectativa agora é que este novo clima possa acabar com o jejum de vitórias, que já dura oito rodadas. E mais: que os gols voltem a alegrar o torcedor, já que a equipe fez apenas três (dois contra o Goiás e um diante do Vila Nova) nesta série negativa.

“Eu, assim como todos os jogadores, me sinto muito culpado por estas trocas. Afinal de contas, somos nós que entramos em campo. Mas a troca de comando sempre mexe com o elenco. Instantaneamente, dá uma motivação para quem não está jogando e também serve de empurrão para quem vem sendo titular”, comentou o meia Tiago Real.

Velho conhecido de Kleina, com quem trabalhou no Palmeiras, em 2013, Real já teve a chance de participar de um treino tático entre os titulares. “Os trabalhos anteriores eram bons, mas os resultados não vieram. Agora, é empenhar com o Gilson para voltar a vencer já neste próximo jogo”, disse o atleta, que foi o primeiro beneficiado diretamente com a troca de comando.

Quinto do ano, Kleina chega com a missão de somar oito pontos em nove jogos para fugir do risco de rebaixamento. O time começou o ano com Eduardo Baptista, teve Doriva, passou por João Brigati e também esteve sob o comando de Marcelo Chamusca.

Nenhum deles agradou em cheio a diretoria e os jogadores também não deram uma resposta positiva. “O nosso time é bastante jovem e, por isso, oscila bastante. Além disso, existe uma pressão muito forte”, comentou Real, ressaltando que a culpa precisa ser dividida.

“A gente tem a maior parcela, mas é preciso que todos os setores estejam com o mesmo foco. Não pode ter conflito por parte de direção com a gente tem ouvido na imprensa. E a torcida também precisa fazer sua parte porque está devendo um pouquinho. E, nós, jogadores, estamos cientes que é preciso voltar a vencer", disse.

O meia, que chegou em janeiro e viveu todos os momentos (bons e ruins) da temporada, confia em Kleina. “É um treinador conhecido meu e da maioria dos jogadores. Tem uma história vencedora, conhece a casa e a torcida. A gente conta muito com ele nesta reta final da Série B. Vamos encarar nove finais e a missão já começa neste jogo com o CRB (sábado, às 18h30, no Moisés Lucarelli)”, conclui.

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Paulo César Dutra Santana