Publicado 02 de Outubro de 2018 - 17h09

Por Daniel de Camargo

Da Agência Anhanguera

FOTO: SINDICATO DOS RODOVIÁRIOS

Cerca de 113 ônibus da empresa Sancetur que fazem o transporte escolar em Paulínia não deixaram a garagem na manhã de ontem. Segundo Izael Soares de Almeida, vice-presidente do Sindicato dos Rodoviários de Campinas e Região, cada veículo leva, em média, 40 estudantes. No caso, aproximadamente 4.500 alunos foram afetados. O motivo, segundo ele, foi uma paralisação de funcionários que reivindicam o fim dos recorrentes atrasos no pagamento dos salários e benefícios, mas principalmente devido ao plano de saúde ter ficado uma semana suspenso.

"Recebemos uma série de contatos de nossos colegas que precisaram e não tiveram atendimento médico. Entre os trabalhadores havia, inclusive, mulheres que estão grávidas", explica, completando que o fato causa imensa indignação, tendo em vista que os repasses da Prefeitura estão em dia. "Nós acompanhamos o Portal da Transparência", acrescenta.

Almeida informou que cerca de 340 trabalhadores se mobilizaram, uma vez que cada veículo conta com ao menos dois monitores, fora o motorista. O líder sindical afirmou também que quatro ônibus que transportam alunos com necessidades especiais rodaram normalmente. "Entendemos por bem não prejudicar essas famílias, porque alguns jovens vão para o Centro Infantil Boldrini, por exemplo", detalhou.

Segundo Almeida, o intuito é chamar a atenção da Sancetur. Por isso, outra medida para minimizar os danos é sempre realizar essas paradas pontuais no primeiro horário da manhã, quando os jovens estão próximos ou em suas casas. "Assim, nós não deixamos nenhuma criança na rua", contextualiza. Procuradas, tanto a Prefeitura de Paulínia, quanto a empresa Sancetur não retornaram o contato até o fechamento desta reportagem. No início da tarde, os ônibus voltaram a rodar normalmente, mediante a confirmação da liberação dos benefícios. A Sancetur presta serviço para a Prefeitura de Paulínia desde 2007, com repasses em torno de R$ 30 milhões anuais. Ao longo do período, outros atos similares ocorreram. Almeida afirma que não há nada programado para hoje, e que os colaboradores seguirão trabalhando com a mesma determinação, consequentemente, impactando num serviço de qualidade a população.

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Daniel de Camargo