Publicado 04 de Outubro de 2018 - 19h05

Quando estreou na tevê, há um ano, Vitória Strada achou que tinha começado sua carreira na teledramaturgia com o pé direito. Depois de duas participações em filmes, a atriz foi chamada para protagonizar Tempo de Amar, exibida na faixa das seis em 2017. O que ela não imaginava, no entanto, é a repercussão que isso teria. No ar em Espelho da Vida, Vitória encara seu segundo posto principal. “Depois do baque que foi estrear, eu achei que teria um tempo para me acostumar com tudo que vivi. Mas me enganei”, diz a atriz, em um misto de orgulho e incredulidade. Um mês depois do fim das gravações do folhetim de Alcides Nogueira, ela recebeu uma ligação do diretor artístico Pedro Vasconcelos. “Ele me contou a história da novela e eu logo me interessei, pedi para fazer um teste. Não acreditei quando ele disse que eu estava escalada para dar vida à Cris”, conta ela, que substituiu Isis Valverde, que recusou o trabalho por estar grávida.

Seu trabalho à frente de Espelho da Vida é bem mais complexo do que no posto anterior. Na história escrita por Elizabeth Jhin, Cris é namorada do premiado diretor Alain, vivido por João Vicente de Castro. Após herdar dinheiro de seu avô, ele é impelido a voltar para sua cidade natal e contar a trajetória de Júlia, uma moça que viveu ali e foi supostamente assassinada por seu noivo, Danilo, interpretado por Rafael Cardoso. Musa inspiradora de Alain, Cris recebe o cargo máximo do filme e descobre que, em uma vida passada, foi Júlia. “Apesar disso, não são personagens distintas. É sempre a Cris, que vai se identificando com a história da Júlia e achando seu lugar ali como pessoa e como atriz”, explica.

Desde que começa a se preparar para o filme de Alain, Cris vai descobrindo sobre o passado de Júlia, através de viagens no tempo. “Ela tem receio, claro. Mas fica completamente fascinada por esse outro lado.” Apesar de não gostar de se rotular como seguidora de nenhuma religião, Vitória enaltece a temática da novela e afirma acreditar em muitos dos preceitos do espiritismo. “A novela vai além de religião, não existe nenhuma doutrinação nesse sentido, é além das crenças.”. Segundo ela, os valores apresentados na trama são fundamentais para quem acredita em conceitos básicos de vivência em sociedade. “É sobre acreditar que as pessoas não entram na nossa vida por acaso, que não devemos julgar o próximo e que devemos sempre fazer o melhor que pudermos”, jura.

Na preparação o trabalho maior foi com João Vicente. Ao lado de Pedro Vasconcelos, eles mergulharam na vida dos personagens. “Foi fundamental para que eu entendesse como desenvolver a Cris. Formamos laços muito fortes, não existe ego. Estamos sempre procurando nos ajudar a desenvolver um trabalho potente. As viagens que o elenco fez para Minas Gerais, sobretudo Mariana, onde foram gravadas grande parte das cenas, também ajudaram a fortalecer o vínculo com todos da equipe envolvida em Espelho da Vida.

Natural de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, Vitória começou a carreira como modelo aos 12 anos. Depois, começou a fazer teatro e foi escalada para o longa Real Beleza, de 2015. Muitos testes para a tevê e sucessivas respostas negativas, ela conseguiu seu primeiro trabalho na Globo em Tempo de Amar. “Nem nos meus melhores sonhos eu me via como protagonista de não só uma, como duas novelas aos 21 anos.”

A rápida trajetória fez com que Vitória não tivesse tempo para se preparar para a fama e suas consequências. “Sempre busquei a carreira de atriz, mas nunca pensei em ser famosa”, diz. O grande número de seguidores nas redes sociais e o interesse da imprensa em sua vida pessoal, segundo ela, são coisas que ainda a deixam assustada. “Entendo que é uma consequência do meu trabalho e não posso fazer birra quanto a isso. Mas nunca vivi nenhuma situação indelicada”, conta. (Da TV Press)