Publicado 04 de Outubro de 2018 - 5h30

É comemorado hoje, dia 4 de outubro, o Dia Mundial dos Animais, uma data que tem por objetivo destacar a importância que os bichinhos têm na vida dos seres humanos e do planeta Terra. A origem da comemoração faz referência ao nascimento de São Francisco de Assis, em 4 de outubro de 1225, considerado pela igreja católica como o padroeiro da ecologia e protetor dos animais. Apesar

da homenagem, a cidade de Campinas está longe de ter o que comemorar. Isso porque os números de animais abandonados e maltratados no município é assustador, somando cerca de 20 mil animais abandonados nas ruas da cidade, segundo a Prefeitura.

Somente entre janeiro e maio deste ano, foram 245 animais atendidos pelo Samu Animal, uma média de quase 50 resgates ao mês. Desse montante, 178 deles precisaram ser levados para realizar algum tipo de tratamento médico. Até o momento, 60% deles estão recuperados. Além disso, dados de 2017 mostram que ao menos 35 bichinhos morreram, vítimas do abandono nas vias.

Na visão da fundadora da ONG Amor de Bicho Não Tem Preço, Cláudia de Carli, a situação dos abandonados está piorando a cada dia. Atualmente, sua organização conta com 230 animais que esperam por um lar. Segundo ela, são números que não param de crescer. “A gente não tem mais condição de atender às demandas diárias que recebemos. Só ontem, por exemplo, recebi vinte pedidos de pessoas que queriam doar seus animais. Estamos com uma situação financeira muito ruim e só não fechamos a ONG ainda, por causa dos cães e gatos que cuidamos”, ressaltou.

Já Marjorie Rodrigues, presidente da ONG Operacão Resgate, comentou que resgatou vinte cães de raça (fora os vira-latas) nos últimos 40 dias. Desse montante, ela afirma que a grande maioria deles vivia sob um regime de maus-tratos. “O abandono é algo muito difícil de ser digerido pelos animais de estimação. Eles sofrem muito com a perda do dono. Há muitos casos de cachorros que chegam aqui e ficam dias sem comer nada, porque estão tristes, depressivos e completamente desolados”, revelou.

Segundo ela, está cada vez mais comum ver animais sendo tratados como lixo pelos seres humanos. “Se a pessoa não é responsável, ela não pode ter um animal de estimação. A violência e os maus-tratos com animais vai muito além do apanhar. É a falta de cuidado na hora de dar banho, de alimentar, de vacinar e passear”, afirmou. (Henrique Hein/Da Agencia Anhanguera)