Publicado 03 de Outubro de 2018 - 5h30

Cerca de 100 ônibus da empresa Sancetur que fazem o transporte escolar em Paulínia ficaram na garagem na manhã de ontem, afetando pelo menos 4,5 mil estudantes, segundo o vice-presidente do Sindicato dos Rodoviários de Campinas e Região Izael Soares de Almeida.A paralisação foi um protesto dos funcionários da empresa, que querem o fim dos constantes atrasos no pagamento dos salários e benefícios. Os trabalhadores também estavam indignados com a suspensão do plano de saúde por uma semana. Segundo Almeida, tratou-se de um protesto pontual. “Recebemos diversas ligações dos trabalhadores revoltados porque de repente não puderam ter acesso ao atendimento médico pelo plano de saúde, incluindo grávidas”, afirmou. “A indignação tem razão de ser, porque os repasses feitos pela Prefeitura para a empresa estão em dia, como mostra o Portal da Transparência”. Almeida informou ainda que 340 trabalhadores se mobilizaram ontem. Ele afirmou também que os quatro ônibus que transportam alunos com necessidades especiais rodaram normalmente.“Não quisemos prejudicar essas pessoas. São jovens que vão fazer tratamento no Centro Infantil Boldrini, por exemplo”. Almeida disse que a paralisação foi um alerta para a Sancetur, e que o horário foi escolhido para não prejudicar os estudantes. “O pessoal parou logo na primeira hora do serviço, quando os jovens ainda estão perto ou dentro de suas casas. Assim evitamos que , nós não deixamos qualquer criança ficasse na rua”. No início da tarde, os ônibus voltaram a rodar normalmente depois da confirmação da liberação dos benefícios. A Sancetur presta serviço para a Prefeitura de Paulínia desde 2007, e recebe repasses em torno de R$ 30 milhões anuais. Almeida informou que não há paralisações programadas para hoje.Procuradas, nem a Prefeitura de Paulínia nem a Sancetur se posicionaram até o fechamento desta edição.