Publicado 04 de Outubro de 2018 - 10h50

Por AFP

O guia supremo do Irã, Ali Khamenei, declarou nesta quinta-feira que nunca entregará o Irã ao inimigo agora que as relações entre a República Islâmica e os Estados Unidos estão no seu ponto mais baixo."Espalhar a ideia, como quer o inimigo, de que não há outra solução que não a rendição, é a pior das traições com a nação iraniana, e isso não vai acontecer", disse Khamenei em um discurso em Teerã transmitido pela televisão estatal."Com a ajuda de Deus, enquanto eu viver e for capaz, e com sua ajuda, nunca vou autorizar que isso aconteça", acrescentou o líder iraniano a milhares de militantes islâmicos (Basij) reunidos no estádio Azadi.O termo "inimigo" para o Irã geralmente engloba os inimigos do país e do Islã, em primeiro lugar os Estados Unidos, chamado de "Grande Satã" pelas autoridades iranianas.Referindo-se às sanções econômicas restabelecidas pelos Estados Unidos contra o Irã em agosto, após a saída unilateral de Washington do acordo internacional sobre a questão nuclear iraniana, Khamenei disse que estas medidas não vão acabar com o país, como esperado pelo governo americano."Nossa economia nacional pode superar as sanções e com a ajuda de Deus faremos com que fracassem, e esta derrota vai significar a derrota dos Estados Unidos", ressaltou.Na quarta-feira, a Corte Internacional de Justiça (CIJ) ordenou os Estados Unidos suspender algumas das sanções contra o Irã, como as que afetam as importações "com fins humanitários".A decisão do tribunal foi recebida como uma "vitória" para o Irã, mas os Estados Unidos disseram que não têm a menor intenção de cumprir com a decisão dos juízes de Haia ao anunciar o fim do "tratado de amizade" de 1955 com base no qual o Irã apresentou a queixa ao CIJ.O chanceler iraniano, Mohammad Javad Zarif, reagiu a essa medida unilateral chamando o governo dos EUA de "um regime fora da lei". O Irã e os Estados Unidos romperam relações diplomáticas em 1980.kas-mj/tp/eg/mb/mr

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