Publicado 03 de Outubro de 2018 - 20h20

Por AFP

A Procuradoria de Paris pediu nesta quarta-feira (3) uma multa de 8.000 euros sob pena de prisão contra o líder histórico da extrema direita francesa, Jean-Marie Le Pen, por incitação ao ódio após uma série de comentários homofóbicos, incluindo um contra um policial gay morto em um atentado em Paris no ano passado.O patriarca do clã Le Pen, de 90 anos e fundador da Frente Nacional, recentemente rebatizado como Agrupamento Nacional, tem múltiplas condenações por comentários xenófobos e antissemitas.Jean-Marie Le Pen, hospitalizado há oito dias, não esteve presente.Seu julgamento já havia sido adiado em duas ocasiões, na primeira vez porque seu advogado não estava disponível e a segunda por problemas de saúde.Em 2017, o ultradireitista estimou que o parceiro do policial Xavier Jugelé, morto em um atentado extremista na Champs-Élysées, não deveria ter falado tão abertamente de seu amor em uma cerimônia comemorativa nacional."Acho que esse detalhe familiar deveria ter se mantido afastado desse tipo de cerimônia", escreveu o eurodeputado em seu blog.Le Pen também foi julgado por suas declarações de dezembro de 2016, quando afirmou que "os homossexuais são como sal na sopa: se não tem o suficiente está um pouco sem graça; se há muito, não é comestível". Alguns meses antes, havia relacionado homossexualidade e pedofilia.Apesar das declarações polêmicas, o advogado de Le Pen disse à AFP em fevereiro que seu cliente "não tem nada contra os homossexuais", mas "reivindica seu direito de expressar a sua opinião".

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