Publicado 04 de Outubro de 2018 - 9h01

Por Paulo Santana

Tiago Real já trabalhou com o técnico no Palmeiras: titular no treino

Cedoc/RAC

Tiago Real já trabalhou com o técnico no Palmeiras: titular no treino

Em tão pouco tempo, já é visível a mudança de comportamento do elenco da Ponte Preta com a chegada do técnico Gilson Kleina. A expectativa agora é que o novo clima possa acabar com o jejum de vitórias que já dura oito rodadas. E mais: que os gols voltem a alegrar o torcedor, já que a equipe fez apenas três (dois contra o Goiás e um diante do Vila Nova) nesta série negativa.

"Eu, assim como todos os jogadores, me sinto muito culpado por essas trocas. Afinal de contas, somos nós que entramos em campo. Mas a troca de comando sempre mexe com o elenco. Instantaneamente, dá uma motivação para quem não está jogando e também serve de empurrão para quem vem sendo titular" , comentou o meia Tiago Real. Kleina é o quinto profissional a comandar o time na temporada.

Velho conhecido de Kleina, com quem trabalhou no Palmeiras, em 2013, Real já teve a chance de participar de um treino tático entre os titulares. "Os trabalhos anteriores eram bons, mas os resultados não vieram. Agora, é empenhar com o Gilson para voltar a vencer já neste próximo jogo", disse o atleta, que foi o primeiro beneficiado diretamente com a troca de comando.

Kleina chega com a missão de somar pelo menos oito pontos em nove jogos para fugir do risco de rebaixamento. O time começou o ano com Eduardo Baptista, teve Doriva, passou por João Brigati e também esteve sob o comando de Marcelo Chamusca. Nenhum deles agradou em cheio a diretoria e os jogadores também não deram uma resposta positiva. "O nosso time é bastante jovem e, por isso, oscila bastante. Além disso, existe uma pressão muito forte", comentou Real, ressaltando que a culpa precisa ser dividida.

"A gente tem a maior parcela, mas é preciso que todos estejam com o mesmo foco. Não pode ter conflito por parte de direção como a gente tem ouvido na imprensa. E a torcida também precisa fazer sua parte porque está devendo um pouquinho. E nós, jogadores, estamos cientes que é preciso voltar a vencer", disse.

O meia, que chegou em janeiro e viveu todos os momentos (bons e ruins) da temporada, confia em Kleina. "A gente conta muito com ele."

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Paulo Santana