Publicado 03 de Outubro de 2018 - 7h35

Por Paulo Santana

Gilson Kleina já teve duas passagens pela Ponte Preta e obteve 49,3% dos pontos em 152 jogos disputados pelas séries A, B, Campeonato Paulista, Copa do Brasil e Sul-Americana

DENNY CESARE

Gilson Kleina já teve duas passagens pela Ponte Preta e obteve 49,3% dos pontos em 152 jogos disputados pelas séries A, B, Campeonato Paulista, Copa do Brasil e Sul-Americana

A missão do técnico Gilson Kleina na reta final da Série B do Campeonato Brasileiro não é das mais complicadas na Ponte Preta. Isso porque, para fugir de qualquer risco de rebaixamento, será preciso somar apenas oito dos 27 pontos possíveis em nove jogos. Um aproveitamento de 29,6% do total, que seria rendimento abaixo até do lanterna Boa Esporte, que conquistou 29,9% dos pontos jogados em toda competição.

Para Kleina, que foi apresentado ontem à tarde e já comandou um treino tático no CT do Jardim Eulina, o primeiro passo do trabalho, que inicialmente vale até o encerramento da Série B, é resgatar a autoestima equipe. “A gente sabe que futebol é confiança e é isso que a gente vai procurar trabalhar com os jogadores nestes nove jogos. Tenho essa semana para avaliar e decidir a melhor formação e ir reagrupando”, comentou.

O novo comandante elogiou o comportamento da zaga alvinegra, mas destacou a fragilidade ofensiva. “Entendo que está havendo uma boa consistência defensiva, mas dá para ver que o número de gols é baixo. A gente precisa saber como está sendo trabalhada esta parte ofensiva e buscar melhorar. Quem sabe podemos resgatar até alguns jogadores do elenco que estejam, no momento, fora de combate”, disse o novo comandante.

Para ele, o momento de cobrança por parte da torcida exige a união dos atletas e um pouco de paciência da arquibancada. “Falei aos jogadores que, por mais que estejamos passando por um momento de dificuldade, a cobrança é inerente. Por isso, é preciso diminuir o erro, simplificar o jogo e tentar readquirir a confiança. Vamos buscar um novo perfil para esta equipe. Sabemos que as vitórias trazem a autoestima e tranquilizam o torcedor que cobra, mas também joga junto”, ressalta.

Kleina destaca o respeito ao torcedor. “A hora é de agir e não de promessas. Os atletas que estão aqui já mostraram que são capazes de fazer bons jogos, o que precisamos é que isso se torne regra e não exceção. Todos os jogos, em qualquer divisão, são sempre difíceis”, conclui.

Em duas passagens pelo Majestoso (2011/12 e 2017), Gilson Kleina obteve 49,3% dos pontos em 152 partidas oficiais, valendo pelas séries A e B do Brasileiro e também pelo Campeonato Paulista, Copa do Brasil e Copa Sul-Americana.

Foram 61 vitórias, 42 empates e 49 derrotas e conquistas importantes: um acesso para o Brasileirão, um vice-campeonato paulista e um sétimo lugar no Brasileiro. “Tivemos boas passagens na Ponte e hoje sabemos que é uma situação completamente diferente de todas as outras. Mesmo assim, temos uma missão importante e vamos trabalhar para corrigir o mais rápido possível”, disse Gilson, que pega a Macaca na 13ª posição, a oito pontos do G4 e a seis da zona de rebaixamento.

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Paulo Santana