Publicado 05 de Outubro de 2018 - 7h57

Por Maria Teresa Costa

Colégio eleitoral só perde para capitais

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Colégio eleitoral só perde para capitais

Com 849.127 eleitores, Campinas tem o maior colégio eleitoral do País, excluindo as capitais. A cidade ultrapassou Guarulhos este ano, que detinha o primeiro lugar no ranking entre as não capitais. Campinas ultrapassa 15 capitais em número de eleitores. O município é o 14º maior do País em população e tem o 13º maior colégio eleitoral, incluindo as sedes dos governos estaduais. Esses eleitores votarão, no domingo, em 259 locais, onde estão localizadas as 2.418 seções eleitorais da cidade.

O número de eleitores aptos a votar para presidente, senadores, governador e deputados estadual e federal na cidade, cresceu 5,1% em relação a 2014. Naquele ano, o colégio eleitoral de Campinas tinha 807.537 cidadãos.

Mulheres são maioria

Segundo a Justiça Eleitoral, as mulheres representam a maioria do universo de pessoas aptas a votar na cidade. Eles são 451.100 eleitoras e representam 53,1% do colégio eleitoral de Campinas.

Pela primeira vez, eleitores poderão usar o nome social para votar. São 84 pessoas na cidade entre travestis, transexuais ou qualquer outro gênero que podem utilizar o nome pelo qual preferem ser chamadas cotidianamente. Eles tiveram o nome social impresso no título de eleitor e no caderno de votação das Eleições 2018.

A possibilidade da autoidentificação foi aprovada pelo Plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em março deste ano.

Do total do colégio eleitoral, o voto é facultativo para 12,61% do eleitoral, grupo onde estão jovens de 16 e 17 anos, pessoas com mais de 70 anos e os analfabetos. Campinas tem 876 eleitores com 16 anos, 2.813 com 17 anos, 87.221 com mais de 70 anos e 16.232 analfabetos.

O quantitativo de jovens de 16 e 17 anos refere-se aos eleitores que, em 7 de outubro, quando ocorre o primeiro turno das Eleições Gerais 2018, ainda estarão nessa faixa etária, e, portanto, poderão exercer seu direito facultativo ao voto.

Os eleitores que declararam ter alguma deficiência somam 8.266 pessoas, sendo que 376 declararam dificuldade para o exercício do voto.

Dados referentes ao nível de instrução mostram que a maior parte do eleitorado com registro na Justiça Eleitoral possui Ensino Médio completo (são 26,6% do eleitorado). Jã os eleitores com Ensino Superior completo em Campinas somam 121.686 pessoas, ou 14,3% do eleitorado. Outros 8,2% tem Ensino Fundamental completo (são 69.601 pessoas).

De acordo com a Justiça Eleitoral, a maioria dos eleitores é formada por solteiros — são 309.297 pessoas, que representam 56% dos eleitorado. Os casados são 36,4%, os divorciados 3,66%, os viúvos 2,2% e os separados judicialmente, 1,57%.

O número de cidadãos que serão identificados por biometria é de 284.903 (33,5% do total). A Justiça Eleitoral estipulou prazo até 2022 para que 100% dos eleitores no País sejam identificados por meio da impressão digital. A medida visa prevenir fraudes e tornar as eleições brasileiras ainda mais seguras, impedindo que um eleitor tente se passar por outro no momento do voto.

Seis candidatos a deputado vão concorrer sub judice

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) rejeitou os embargos de declaração essa semana e indeferiu o registro de candidatura do ex-secretário de Transportes de Campinas, Gerson Bittencourt (PT). O candidato informou que, entre a tarde de ontem e hoje, seus advogados ingressariam com recurso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), garantindo que possa disputar a eleição para deputado estadual no domingo. Além de Bittencourt, outros dois candidatos de Campinas e três da região, que tiveram o registro indeferido, disputarão a eleição enquanto aguardam julgamento de recursos.

Também concorrerão com registro sub judice Laércio Pinhel da Silva (PRTB) e Pastor Rufino (DC), ambos de Campinas, Anizio Tavares (DC), de Santa Bárbara d’Oeste, Gilson Carlos (Avante), de Americana, e David Bueno (SD), de Itatiba. Bittencourt, cujas contas como presidente da Emdec de 2007 a 2010 foram rejeitadas, teve o registro de sua candidatura a deputado indeferido com base na Lei da Ficha Limpa. Sua candidatura foi impugnada pela Procuradoria Regional Eleitoral (PRE).

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Maria Teresa Costa