Publicado 03 de Outubro de 2018 - 0h02

Por Carlo Carcani Filho

Gilson Kleina está de volta à Ponte Preta. Entre as vantagens da escolha se destaca o fato de ser um treinador que conhece o clube. Esse é um fator que talvez tenha atrapalhado Marcelo Chamusca, profissional que realizou bons trabalhos nos seus últimos clubes, mas não durou nem um mês no Moisés Lucarelli.

Em sua apresentação, Kleina falou em terminar bem o ano e essa não é uma missão complicada. A Ponte terá vários jogos em casa contra adversários fracos e desesperados. Basta vencer alguns deles para se consolidar no meio da tabela e encerrar a temporada sem nenhuma preocupação.

A questão é que esse fim de ano “tranquilo” é um objetivo muito abaixo do que o clube esperava nesse retorno à Série B. Depois de três anos seguidos na elite, a Macaca planejava voltar já em 2019.

Mas desde o início da temporada o time rende menos do que o esperado. A performance no Paulistão foi sofrível e os reforços para a Série B não conseguiram dar mais qualidade à equipe.

O goleiro Ivan, o lateral-direito Emerson e o atacante Felippe Cardoso foram os destaques da Macaca no estadual. O camisa 1 permaneceu no clube e também foi um dos melhores do time durante o restante do ano.

O camisa 2 é titular do Atlético Mineiro, sexto colocado do Brasileirão. Na última rodada, marcou um dos gols mais bonitos do campeonato na goleada por 5 a 2 sobre o Sport.

Já o camisa 9 foi para a Vila Belmiro e ainda sofre com a contusão que o deixou por muito tempo no departamento médico no Majestoso.

Na remontagem do elenco para a Série B, a Ponte teve baixo aproveitamento. Acertou a mão ao trazer André Luís. Quinto artilheiro do campeonato com 8 gols, é de longe o jogador mais perigoso do time.

No mais, os movimentos da Ponte no mercado foram discretos e a verdade é que o time não deu liga. Em alguns momentos, até deu sinais de que poderia entrar na briga pelo acesso, mas depois estagnou. A Ponte não vence há oito rodadas (maior jejum do momento na Série B), tem o penúltimo aproveitamento como mandante e seu ataque é apenas o 10º de toda a competição.

Não será difícil para Kleina, mesmo partindo desse ponto, levar a Ponte a um fim de ano “tranquilo”. Mas é recomendável que, ao invés de esperar até o final de novembro, a Ponte comece a trabalhar, desde já e com intensidade, na formação do elenco de 2019.

É preciso oferecer a Kleina um elenco competitivo para que ele possa ter metas bem mais ambiciosas na próxima temporada.

Escrito por:

Carlo Carcani Filho