Publicado 14 de Agosto de 2018 - 13h27

Por Rogério Verzignasse

Fotos de divulgação gravadas pelo Leandro no Hermes

Tem foto do Abdo Kassisse, meu entrevistado, e fotos gerais da linha de produção multinacional francesa, que investe no desenvolvimento de equipamentos para conter emissão de poluentes atmosféricos e sonoros.

COMPONENTES AUTOMOTIVOS ||| PESQUISA

Indústria investe na mobilidade limpa

Tecnologia é aliada das linhas de produção no combate dos poluentes atmosféricos

Centro tecnológico

de última geração já

funciona em Limeira

Rogério Verzignasse

DA AGÊNCIA ANHANGUERA

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A indústria de componentes automotivos investe no desenvolvimento de tecnologia que promete, no futuro próximo, mobilidade limpa nas ruas, avenidas e rodovias. Não é sem tempo. Relatório de 2012 da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) revelou que a poluição atmosférica é responsável, anualmente, pela morte de dois milhões de pessoas no mundo. Nas grandes cidades, 95% de toda carga de poluentes decorre da queima de combustíveis fósseis.

Especialistas do segmento apontam, por exemplo, que é irreversível a tendência pela adoção de novas alternativas energéticas, como os carros híbridos, os movidos a eletricidade ou a hidrogênio. Diante das imposições legais cada vez mais severas, os pesquisadores investem em equipamentos capazes de reduzir as agressões sonoras e ambientais.

Na região de Campinas, por exemplo, já funciona um centro tecnológico de última geração. A Faurecia, sexta maior fornecedora de sistemas automotivos do mundo (responsável pelo abastecimento de 50% do mercado nacional de montadoras), inaugurou uma fábrica em Limeira. A empresa, de origem francesa, chegou à cidade graças a um programa de incentivos que, em 2012, envolveu os governos do Município e do Estado.

A planta industrial - que toma 30 mil metros quadrados - já fornece sistemas completos de escape e seus componentes - coletores de ar, conversores catalíticos, filtros de partículas para diesel e abafadores de ruído – utilizando processos superavançados, para veículos de passeio e comerciais.

O diretor-geral do conglomerado, Abdo Kassisse, explica que a indústria mundial se viu diante de um desafio: dotar o sistema de escape com abafadores de som que não comprometam a potência. Ao mesmo tempo, os setores de pesquisa e desenvolvimento passaram a projetar componentes que possam contemplar a transição de mercado e novas formas de geração de energia.

“No Brasil, as linhas de produção são adequadas às determinações legais da América ou da Ásia, mas ainda estão aquém das regras impostas na Europa.”, afirma. “E este é um processo que não tem mais volta. A cada dia, a preservação ambiental ganha mais importância na administração pública.”

O executivo explica que as adequações são gradativas, mas ininterruptas. Ele fala da disposição industrial de não trabalhar mais com o mercado de reposição de escapamentos. Ao contrário, diz, as novas tecnologias permitem abastecer o mercado com produtos bem mais duráveis e eficientes.

O centro tecnológico da fábrica de Limeira, que ocupa 1,5 mil metros quadrados, se dedica a desenvolver sistemas de controle de emissão de gases. Transforma desenhos de computador em peças físicas para testes e validação. São equipamentos considerados “best in class” na área de durabilidade, com alto nível de precisão.

BOX

A instalação da fábrica da Faurecia em Limeira envolveu investimentos da ordem de R$ 60 milhões. Trata-se da maior fábrica de escapamentos da América do Sul, com capacidade para equipar 1,4 milhão de veículos de passageiros e 60 mil veículos comerciais por ano. A estrutura local de testes trabalha de maneira integrada com os centros de tecnologia da Faurecia espalhados pelo mundo todo. Os testes são compartilhados e seguem requisitos unificados. São 40 centros de P

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Rogério Verzignasse