Publicado 13 de Agosto de 2018 - 16h07

Por Rogério Verzignasse

Fotos

Prefeitura mandou várias fotos, que já estão no hermes, mostrando o caminhão da limpeza pública recolhendo os novos contêineres subterrâneos de lixo.

PAULÍNIA ||| INOVAÇÃO

Lixeira high-tech promete

modernizar limpeza pública

Após pendenga judicial, Administração festeja corte de metade das despesas no setor

Modelo ganha

espaços públicos

até novembro

Da Agência Anhanguera

A Prefeitura de Paulínia implementa, desde a última semana, um sistema que promete modernizar significativamente a coleta de resíduos urbanos. A cidade vai contar – até novembro - com 25 novos conjuntos de lixeiras subterrâneas, em pontos diferentes da urbe. O descarte do lixo será feito pelos próprios moradores, em caixas da superfície, com fundos falsos.

Os detritos vão “cair” diretamente nos contêineres subterrâneos. Os parques públicos, por exemplo, vão se livrar daquele visual desagradável, e do cheiro insuportável dos resíduos amontados no cesto.

Outras cidades – e a própria Paulínia – já contavam com recipientes subterrâneos. Mas o novo sistema traz inovações. O mecanismo inteiramente automatizado permite que o despejo do lixo no caminhão coletor seja feito pela parte inferior do contêiner, evitando que os resíduos se espalhem. Antes, o sistema basculante tirava o contêiner do chão e o “virava” sobre a caçamba. Muito lixo caía pelo chão.

Pendenga judicial

Mas a implementação do projeto não foi uma missão das mais fáceis. A Prefeitura teve de vencer uma batalha na Justiça que atravessou o ano. A empresa que administrava o setor da limpeza pública desde 2011 reivindicou, no encerramento do contrato (no começo do ano passado), a posse dos fossos onde estavam instalados os equipamentos antigos.

A pendenga judicial acabou quando o juiz determinou que os fossos eram equipamentos em solo público. Uma licitação pública, então, definiu o nome da nova prestadora de serviços, consórcio que assumiu todos os custos para a instalação dos novos contêineres (nos fossos que já existiam).

O próprio prefeito Dixon Carvalho (PP) afirma que conseguiu, com o novo contrato, cortar pela metade as despesas com o setor de limpeza. E a economia será maior ainda quando todas as lixeiras subterrânea estiveram instaladas. O caminhão do departamento vai deixar de fazer várias viagens para coletar os resíduos das diminutas lixeiras de superfície.

Como é o sistema

Os equipamentos vão receber lixo reciclável e lixo orgânico, em contêineres específicos, em cada um dos pontos determinados. Sensores instalados em cada unidade vão avisar as equipes da limpeza pública quando 80% do espaço já estiverem tomados pelos detritos. Só então o caminhão fará a coleta.

A cidade ainda vai se livrar de inconvenientes provocados por vândalos ou animais, que tombam e destroem as lixeiras convencionais, espalhando o lixo pelo chão. “Por tabela, se evita o entupimento dos bueiros e se corta despesas na desobstrução das galerias”, explica o secretário municipal de Obras e Serviços Públicos, Valdir Terrazan.

OS NÚMEROS

3

METROS CÚBICOS

De lixo podem ser armazenados em cada nova lixeira subterrânea de Paulínia, que equivalem ao triplo da capacidade da lixeira convencional, de superfície

4

MILHÕES DE REAIS

É o valor do contrato mensal da Prefeitura de Paulínia com o consórcio vencedor da concorrência pública para a administração do setor de limpeza pública.

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Rogério Verzignasse