Publicado 13 de Agosto de 2018 - 13h47

Por Rogério Verzignasse

UNICAMP ||| PESQUISA

Aos 30 anos, Laboratório da Aids

monitora 2 mil pacientes ao mês

Procedimentos rápidos garantem serviços de excelência aos usuários da rede pública saúde

Rede nacional

dá agilidade aos

procedimentos

Rogério Verzignasse

DA AGÊNCIA ANHANGUERA

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O Laboratório de Pesquisa em Aids da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) – fundado há 30 anos – hoje monitora mensalmente cerca de dois mil pacientes e realiza mais de três mil exames para o diagnóstico da doença. Hoje, os procedimentos rápidos e eficientes fizeram do órgão referência em um segmento que – há três décadas – era marcado por um estigma social devastador.

“No começo, os procedimentos eram basicamente manuais, e os diagnósticos definitivos precisavam de novos testes de confirmação, A possibilidade de erros era imensa”, fala o professor Francisco Hideo Aoki, coordenador do laboratório. “Era um preço que de se pagava pelo pioneirismo do serviço. Hoje, ao contrário, contamos com insumos e equipamentos de última geração, que garantem agilidade e precisão nos resultados”.

A Aids, no caso, se tornou no período foco de ações que hoje acontecem a nível nacional, que envolvem uma rede de laboratórios. A pesquisa avança, ao mesmo tempo em que o governo garante a distribuição ágil de medicamentos e o acolhimento dos pacientes para tratamento.

Multissetorial

A equipe atual do laboratório é composta de oito biólogos e três técnicos. Mas - ao contrário do que possa aparentar – não é uma estrutura pequena. O atendimento ao público, na verdade, é prestado por especialistas de outros departamentos da Faculdade de Ciências Médicas (FCM), que se integram aos serviços.

Por exemplo, as assistentes socais acompanham os procedimentos da notificação ao acompanhamento do tratamento. As próprias famílias são atendidas.

“O que conseguimos, neste tempo todo, foi criar um sistema que garante excelência na atenção a cada um. O serviço de alto nível é prestado a todos os pacientes da rede pública”, conclui o professor.

Também devem ser ressaltados os investimentos na especialização da mão de obra, por meio de cursos de atualização. Se formam recursos humanos. Existe sintonia com que há de mais avançado em pesquisa no mundo.

“O Laboratório de Pesquisa em Aids é uma das faces da Unicamp em que a mistura de pesquisa e desenvolvimento de excelência se transforma em extensão e prestação de serviços à sociedade”, afirmou Joaquim Murray Bustorff Silva, chefe de gabinete da Reitoria da Unicamp, presente ao evento que marcou o 30º aniversário.

SAIBA MAIS

O Centro de Memória da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) preparou uma exposição comemorativa aos 30 anos do Laboratório de Pesquisa em Aids. Qualquer pessoa interessada conferir a mostra pode passar pelo piso térreo do prédio-sede da faculdade, ao lado do Salão Nobre.

O NÚMERO

54

MUNICÍPIOS

Vinculados às Diretorias Regionais de Saúde de Campinas e São João da Boa Vista possuem pacientes acompanhados pelo Laboratório de Pesquisas da Aids da Unicamp

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Rogério Verzignasse