Publicado 10 de Agosto de 2018 - 19h12

Por Adagoberto F. Baptista

Foto: Arquivo

Henrique Hein

Da Agência Anhanguera

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A Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo deflagrou ontem a operação Tanque Seco que apura práticas fraudulentas envolvendo operações de compra e venda de etanol, gasolina e diesel por postos de combustível durante a grave dos caminhoneiros, que ocorreu entre os meses de maio e junho deste ano. Ao todo, 168 fiscais vistoriaram 85 postos de gasolina suspeitos em todo o Estado. Até o final da manhã de ontem, 25 estabelecimentos tinham sido lacrados e mais de 6 milhões de litros de gasolina, diesel e etanol estavam sob investigação. Das vinte cidades da Região, apenas Campinas e Americana foram vistoriados pelos agentes do Estado.

O objetivo da operação visava coletar informações mais precisas dos estabelecimentos em loco. Segundo a Secretaria, as fraudes foram localizadas a partir da análise de notas fiscais emitidas pelos estabelecimentos. A Fazenda, por meio disso, identificou diferenças brutais entre o volume de combustível que chegaram e eram vendidos. De acordo com o inspetor fiscal Edgar Kishida, que coordena parte da operação na capital, os postos que tinham indícios mais consistente de fraudes tiveram a inscrição estadual suspensa e, com isso, não podem mais comercializar os combustíveis. “Nós verificamos que muitos postos tiveram uma aquisição muito pequena de combustível, porém apresentavam uma grande diferença do volume de entrada e saída. Em um caso extremo, teve posto que não adquiriu nenhum combustível, mas, mesmo assim, o comercializava. Isso nos acendeu um indício grande de fraude”, explicou.

Segundo estimativas do Estado, a perda da arrecadação prevista entre maio e junho foi da ordem de R$ 257 milhões, sob impacto da paralisação dos caminhoneiros. Esse valor, no entanto, inclui outros setores da economia, não só os diretamente influenciados pela mobilização. “A partir dessa coleta, vamos analisar o que pode ter acontecido. Num caso extremo, pode até ocorrer a cassação definitiva do estabelecimento”, afirmou Kishida.

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Adagoberto F. Baptista