Publicado 10 de Agosto de 2018 - 17h59

Por Adagoberto F. Baptista

Foto: Agência Estado

Henrique Hein

Da Agência Anhanguera

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Cerca de 500 alunos de ao menos nove escolas estaduais de Campinas realizaram ontem um protesto pacífico contra as reformas do ensino médio e as mudanças na base nacional curricular. A manifestação teve início por volta das 7h20, horário em que os estudantes combinaram de se concentrar na Escola Estadual Francisco Glicério, na Avenida Dr. Moraes Sales. Quarenta minutos depois, às 8h, eles iniciaram a passeata, na pista externa da Rua Irmã Serafina, em direção a Praça Carlos Gomes. De acordo com a Emdec houve lentidão na via e os agentes de mobilidade urbana tiveram que, inclusive, fazer um desvio no tráfego para a rua General Marcondes Salgado.

De lá, os jovens seguiram caminhando até a Diretoria de Ensino Leste, na Rua Rafael Sampaio, no Jardim Guanabara, onde fizeram novas muito barulho, desta vez, com um megafone para disseminar as reivindicações. O protesto foi finalizado somente às 11h, em frente a Prefeitura. “Nós estamos percorrendo as avenidas da região central contra as reformas do ensino médio, que é uma medida adotada pelo presidente Michel Temer e que não é boa para nós alunos e nem para os funcionários e professores escolares”, comentou o estudante Higor de Oliveira, de 13 anos.

Em nota, a Secretária de Educação do Estado de São Paulo informou que a proposta de mudança na base curricular do ensino médio é uma iniciativa elaborada pelo Ministério da Educação (MEC). “Em São Paulo o processo será conduzido em diálogo com os estudantes. A rede estadual não implementará qualquer mudança proposta pela instância federal sem ouvir os alunos”, informou o documento. Ainda de acordo com a Secretária, as aulas nas escolas campineiras foram mantidas e os conteúdos serão repostos, caso necessário.

Escolas

As escolas estaduais Professor Antonio Vilela Júnior, Professora Maria Julieta de Godói Cartezani, Dom Barreto e Professora Lais Bertoni Pereira informaram que há estudantes no ato, mas as aulas não foram suspensas. Na escola Francisco Glicério, funcionários disseram que os professores aderiram e que a escola estava aberta, mas sem aulas na parte da manhã. Na Escola Técnica Estadual Conselheiro Antônio Prado (Etecap), funcionários informaram que cancelaram as aulas no período da manhã. Por fim, as escolas Orosimbo Maia e Escola Técnica Estadual Bento Quirino, disseram que o funcionamento não foi alterado por conta dos protestos.

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Adagoberto F. Baptista