Publicado 10 de Agosto de 2018 - 16h58

Por Carlos Augusto Rodrigues da Silva

Horas depois de toda a polêmica que marcou a reunião do Conselho Deliberativo do Guarani, o presidente Palmeron Mendes Filho afastou qualquer possibilidade de renunciar ao cargo. Segundo o dirigente, a ameaça não passou de um mal-entendido. Ele também confirmou ontem que a assembleia de sócios marcada para segunda-feira sobre a cogestão do futebol está cancelada e sem nova data para acontecer.

Depois de passar o dia no Rio de Janeiro, Palmeron não apareceu no clube para a reunião em que seriam discutidas as duas propostas pelo futebol do clube. Segundo quem esteve presente ao encontro, o dirigente teria, por meio de um conselheiro, externado a intenção de deixar o cargo caso a assembleia do dia 13 fosse cancelada.

"Não houve renúncia e não haverá. Estamos fortes e unidos”, afirmou o presidente. “Não existiu mensagem nesse teor de renúncia. O que externei e talvez possa ter sido mal-interpretado é que às vezes nos dá vontade de renunciar, mas isso não aconteceu e não acontecerá”, justificou.

Ainda que continue desempenhando a função no clube, o mandatário bugrino não terá a vontade de colocar em prática a cogestão do futebol imediatamente atendida. Depois do Conselho Deliberativo decidir cancelar a assembleia de segunda-feira, Palmeron disse respeitar a opinião e a expectativa é que o assunto agora permaneça em segundo plano e seja retomado apenas após a campanha da equipe na Série B do Brasileiro.

"As inscrições para a Série B se encerram em 10 de setembro e era muito importante que os sócios conhecessem as propostas para ver se nós conseguiríamos fechar alguma coisa a tempo de reforçar o time. A partir do momento que foi desejo do Conselho Deliberativo de não manter a assembleia, devolvemos o direito de marcação ao próprio Conselho Deliberativo", explicou. "A agenda deixa de ter uma certa urgência porque não acredito mais na possibilidade de uma assembleia até 10 de setembro. O Conselho Deliberativo vai verificar uma melhor agenda para o Guarani e seguirão o rito do Estatuto". (CR/AAN)

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Carlos Augusto Rodrigues da Silva