Publicado 11 de Agosto de 2018 - 5h30

A oferta de produtos hortifrutigranjeiros na Centrais de Abastecimentos (Ceasa) de Campinas cresceu 3,4% entre 2016 e 2017. Ao todo, foram 632,3 mil toneladas comercializadas ao longo do ano passado, totalizando R$ 1,4 bilhão em vendas - 11% abaixo do registrado em 2016.Isso significa que o preço médio unitário dos produtos, caiu em média 14,2%, passando de R$ 2,74 para R$ 2,35. Os números fazem parte do Relatório de Análise Conjuntural do Abastecimento e Comercialização da Ceasa, divulgado pelo Departamento do Mercado de Hortifrutigranjeiros do entreposto.De acordo com o levantamento, a venda de frutas teve um impacto maior no volume da oferta de produtos, com um crescimento de 5,4% em relação a 2016. O dado revelou uma recuperação do segmento, já que no último relatório conjuntural, as frutas tiveram um decréscimo de 3,9% em relação a 2015. No total, foram comercializados cerca de 346 toneladas (ou 54,9% do volume total) de frutas, que totalizaram R$ 841,4 milhões, valor 7,1% menor que o de 2016. Os destaques foram as tangerinas e o limão, que tiveram um aumento de 25,6% e 21,5%, respectivamente.Já as vendas de hortaliças totalizaram 283 toneladas vendidas, um crescimento bem mais modesto em relação às frutas, de apenas 1,2%, em relação a 2016. No total, foram R$ 629,1 milhões. A batata inglesa foi o produto mais vendido, registrando crescimento de 13,6% no volume em relação a 2016. Já a oferta de ovos caiu pelo segundo ano consecutivo, ficando 9,2% abaixo do ano anterior (de 2.503 para 2.273 toneladas). Segundo o engenheiro agrônomo da Ceasa, Ricardo de Oliveira Munhoz, o clima favorável em 2017 proporcionou boas condições à produção. “Consequentemente, com a maior oferta de produtos no campo, os valores pagos ao produtor foram achatados. Ao mesmo tempo, no outro extremo da cadeia, o consumidor teve seu poder de compra reduzido por causa da recessão econômica, o que também forçou os preços para baixo”, explicou. Mesmo assim, destacou, o volume geral de vendas da Ceasa Campinas cresceu 3,4%, principalmente graças às frutas, oferecidas a preços mais acessíveis, com mais variedade e boa qualidade.