Publicado 13 de Agosto de 2018 - 19h05

André Luiz Frambach é focado e sabe exatamente o que quer. Inclusive, não demorou muito para descobrir que tinha vocação para ser ator. Tanto que, ainda na infância estreou na televisão aos 8 anos, quando viveu o cantor Leandro em Por Toda a Minha Vida. Na época, conseguiu engatar uma sequência de trabalhos na Globo. Participou de Queridos Amigos, Duas Caras, Ciranda de Pedra e A Favorita, tudo em 2008. Mas, a partir de 2010, depois de atuar em Passione, permaneceu um bom tempo longe do vídeo – fez apenas um personagem pontual em A Lei do Amor, em 2016. Ficar um período sem trabalhar na tevê, aliás, é algo que acontece com muitos atores que fazem sucesso na infância. Mas, aos 21 anos, André tem uma nova oportunidade de mostrar seu trabalho, agora como adulto, em Malhação – Vidas Brasileiras. Na pele do revoltado Márcio, o ator tem se divertido com a repercussão de seu papel junto ao público. “Nas ruas, as pessoas me elogiam, mas sentem raiva das atitudes do personagem”, conta.

Para compreender as motivações de Márcio e compor o papel, André precisou correr contra o tempo. Afinal, ele entrou em Malhação com dois meses de novela no ar. “Foi complicado porque eu já tive de começar com uma energia lá em cima, enquanto o pessoal foi esquentando aos poucos. Mas foi importante para mim como ator”, avalia. Na história, Márcio é filho de Rafael, interpretado por Carmo Dalla Vecchia. O rapaz não tem um bom relacionamento com o pai e sempre se mete em encrencas. Mas, aos poucos, se mostra sensível e carente de carinho da família. “Não o consideraria um vilão. Faço um personagem que tem atitudes incoerentes. É o primeiro papel mais forte e marcante da minha carreira”, orgulha-se.

TV Press: O que assiste na tevê?

André Luiz Frambach: Filmes, novelas, programas esportivos, desenho animado, programas de animais e realities.

O que não assiste na tevê?

Programa de fofoca.

Um livro

Gosto muito de livros que falam da relação entre homem e animal porque sou muito ligado à natureza e aos bichos. Marley e Eu, por exemplo.

Um ator

Rodrigo Santoro.

Atriz

Cássia Kis.

Uma mania?

Separo as meias com desenhos em um saquinho.

Sua atuação inesquecível?

Todos os personagens que fiz foram muito importantes e sempre são, mas dois trabalhos que me marcaram muito foram o Franzé em Ciranda de Pedra e o Davi de Queridos Amigos.

Uma vilã memorável?

Nazaré, de Renata Sorrah em Senhora do Destino.

Interpretação memorável?

Nathalia Timberg em Queridos Amigos.

Um momento marcante na carreira?

Quando eu saí do estúdio em que estava gravando Queridos Amigos e fui para São Paulo gravar no mesmo dia a minha primeira cena em Ciranda de Pedra.

Se não fosse ator, o que seria?

Sempre quis ser veterinário, mas não sei se hoje em dia ainda seria.

Com quem gostaria de fazer par romântico?

Paolla Oliveira.

Diretor favorito?

José Padilha.

Projeto?

Ser feliz e trabalhar no que gosto. (Da TV Press)