Publicado 14 de Agosto de 2018 - 5h30

A Prefeitura de Paulínia está implementando, desde a última semana, um sistema que promete modernizar significativamente a coleta de resíduos urbanos. A cidade vai contar, até novembro, com 25 novos conjuntos de lixeiras subterrâneas, em pontos diferentes da urbe. O descarte do lixo será feito pelos próprios moradores, em caixas da superfície, com fundos falsos.Os detritos vão cair diretamente nos contêineres subterrâneos. Os parques públicos, por exemplo, vão se livrar daquele visual desagradável, e do cheiro insuportável dos resíduos amontoados no cesto. Outras cidades, e a própria Paulínia, já contavam com recipientes subterrâneos. Porém, o novo sistema traz inovações. O mecanismo inteiramente automatizado permite que o despejo do lixo no caminhão coletor seja feito pela parte inferior do contêiner, evitando que os resíduos se espalhem. Antes, o sistema basculante tirava o contêiner do chão e o virava sobre a caçamba. Muito lixo caía pelo chão.Pendenga judicial

Mas a implementação do projeto não foi uma missão das mais fáceis. A Prefeitura teve de vencer uma batalha na Justiça que atravessou o ano. A empresa que administrava o setor da limpeza pública desde 2011 reivindicou, no encerramento do contrato, no começo do ano passado, a posse dos fossos onde estavam instalados os equipamentos antigos. A pendenga judicial acabou quando o juiz determinou que os fossos eram equipamentos em solo público. Uma licitação pública, então, definiu o nome da nova prestadora de serviços, consórcio que assumiu todos os custos para a instalação dos novos contêineres, nos fossos que já existiam. O prefeito Dixon Carvalho (PP) afirma que conseguiu, com o novo contrato, cortar pela metade as despesas com o setor de limpeza. A economia será maior ainda quando todas as lixeiras subterrâneas estiveram instaladas. O caminhão do departamento vai deixar de fazer várias viagens para coletar os resíduos das diminutas lixeiras de superfície. Os equipamentos vão receber lixo reciclável e lixo orgânico, em contêineres específicos, em cada um dos pontos determinados. Sensores instalados em cada unidade vão avisar as equipes da limpeza pública quando 80% do espaço já estiverem tomados pelos detritos. Só então o caminhão fará a coleta. A cidade ainda vai se livrar de inconvenientes provocados por vândalos ou animais, que tombam e destroem as lixeiras convencionais, espalhando o lixo pelo chão. “Por tabela, se evita o entupimento dos bueiros e se corta despesas na desobstrução das galerias”, explica o secretário municipal de Obras e Serviços Públicos, Valdir Terrazan.