Publicado 13 de Agosto de 2018 - 5h30

Apesar de não registrar quedas drásticas no volume de água entre sábado e domingo, o sistema Cantareira segue operando abaixo do nível ideal na Região Metropolitana de Campinas (RMC), com 39,8% da sua capacidade, segundo dados da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). O índice registrado, com isso, segue, desde o dia 29 de junho, em estado de alerta (abaixo ou igual a 40%). Ao todo, o maior reservatório de água da RMC abastece cerca de 7,5 milhões de pessoas por dia, sendo, disparado, o único do Estado que está operando abaixo dos 40%,

O baixo índice chama a atenção, porque nem mesmo o grande volume de chuva das últimas duas semanas foi suficiente para tirar o reservatório da incômoda situação. Vale lembrar que, somente os primeiros dias com chuva de agosto superaram em cerca de 139% a média histórica do mês inteiro. Entre a madrugada de quarta-feira, dia 1 de agosto, e a tarde de sexta-feira, dia 3, cerca de 37mm (milímetros) de água foram registrados em Campinas, um índice muito maior que a média histórica, que é de 22,9mm.

Além do Cantareira, apenas o Sistema Rio Grande não registrou quedas entre sábado e domingo a diferença, contundo, é que o local seguiu operando ontem com 75,8% de sua capacidade. De acordo com o Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (Cepagri), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), não há previsão de chuvas pelo menos até sexta-feira, dia 17 de agosto, o que só aumenta a chance de eventuais quedas no nível de água do reservatório metropolitano. “Haverá predomínio de sol, com temperaturas em elevação. Na sexta-feira, a nebulosidade aumenta com possíveis chuvas fracas e isoladas, por conta da passagem de uma frente fria” , explicou Ana Ávila, pesquisadora do Cepagri.

Outro índice preocupante, além do nível da Cantareira, segundo o Cepagri, é a Umidade Relativa do Ar, que está em declínio e pode, novamente, voltar a ficar abaixo dos 30% durante a semana. Vale lembrar que durante o período de estiagem, que durou 71 dias, a umidade chegou a acender um sinal de alerta nos municípios de Campinas, Indaiatuba, Holambra e Engenheiro Coelho, que registraram índices abaixo dos 20%, o que foi suficiente para provocar problemas respiratórios na população.

Amanhã, sete bairros ficam sem água

Sete bairros de Campinas ficarão sem água amanhã por conta da realização de um serviço de interligação de redes da Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento (Sanasa). De acordo com a empresa, para que as melhorias sejam feitas será necessário interromper o fornecimento de água, das 8h às 17h, dos bairros: Jardim Stella, Jardim Icaraí, Parque Residencial Carvalho de Moura, Jardim Noêmia. Parte do Núcleo Residencial Gleba B, Jardim do Lago (continuação) e Parque Oziel. A Sanasa recomendou que os moradores façam uma reserva antecipada hoje para que não falte água nas residências.