Publicado 14 de Agosto de 2018 - 11h40

Por AFP

Um trecho de um viaduto na rodovia A10 desabou nesta terça-feira (14) na cidade italiana de Gênova, deixando "dezenas de vítimas", com pelo menos 22 mortos - informou o governo.De acordo com balanço provisório divulgado pelo governo, a tragédia teria deixado pelo menos 22 mortos. As autoridades temem que esse número possa ser mais alto."Infelizmente, confirmo a morte de 22 pessoas, um balanço que corre o risco de aumentar", declarou o vice-ministro italiano de Infraestrutura, Eduardo Rixi, em entrevista na televisão.Já o chefe da Defesa Civil, Angelo Borrelli, falou em 20 mortos confirmados e 13 feridos."Acompanhamos a situação minuto a minuto. Agradeço aos 200 bombeiros que estão trabalhando para salvar vidas", declarou o ministro do Interior, Matteo Salvini.No Twitter, o ministro italiano dos Transportes, Danilo Toninelli, declarou que o desabamento é "uma imensa tragédia"."Tenho uma grande apreensão de que o que aconteceu em Gênova se apresenta como uma imensa tragédia", tuitou Toninelli.O diretor da Central de Emergências de Gênova, Francesco Bermano, disse à imprensa local que há "dezenas de vítimas".Segundo ele, várias pessoas estão sob os escombros da ponte Morandi, de cerca de 100 metros de altura, após a queda de vários veículos no vazio.O canal SkyTv relatou que, sob os escombros, há dezenas de pessoas presas em seus automóveis."Uma cena apocalíptica", contou uma testemunha à emissora Isoradio, especializada no tráfego em autoestradas.As primeira imagens divulgadas pelos meios de comunicação mostram a ponte, sem dezenas de metros, no meio da neblina que domina a zona industrial.A Direção Nacional dos Bombeiros de Gênova informou que a infraestrutura desabou, em grande parte, sobre vias férreas cruzadas pelo viaduto.Várias pessoas foram retiradas com vida. O número de sobreviventes ainda não foi divulgado.A zona do acidente é muito povoada e, segundo a empresa encarregada da manutenção das autoestradas, a Autostrade, o trecho que caiu estava em obras.Todos os hospitais da região foram mobilizados para receber os feridos.- Chuva afeta trabalho de resgateA televisão transmitiu a gravação do dramático momento, em que uma testemunha assiste à queda do viaduto."Meu Deus, meu Deus, meu Deus!", exclama, horrorizado.As fortes chuvas que castigam a zona cessaram após duas horas, permitindo a participação de um número maior de socorristas e de helicópteros."Ouvi como um trovão. Minha filha achou que fosse um terremoto. Soubemos depois que era a queda da ponte. Uma coisa terrível", contou à SkyTV uma moradora do setor.O desabamento do viaduto também afetou a parte da fábrica Ansaldo Energia de Gênova, uma das plantas de produção de energia elétrica da Itália.A entrada da fábrica fica debaixo do viaduto, mas parece que apenas o estacionamento foi atingido. À exceção da equipe de manutenção, o estabelecimento estava vazio, às vésperas do feriado de 15 de agosto.Os serviços de Meteorologia emitiram um alerta de tempestades na Ligúria.Socorristas trabalham em meio às carcaças de carros e caminhões lançados no vazio.De acordo com os bombeiros, a ponte Morandi desabou ao meio-dia (7h de Brasília). "Os bombeiros participam, assim como as equipes de resgate com cães farejadores", anunciou o corpo de bombeiros no Twitter.A autoestrada A10, onde aconteceu o episódio, une Gênova com Ventimiglia na fronteira francesa, em uma sucessão de pontes e túneis pela geografia acidentada do lugar.De acordo com o site ingegneri.info, essa ponte de 1.182 metros de extensão foi inaugurada em 1967 e restaurada em 2016. Foi construída entre 1963 e 1967, com uma estrutura mista, de concreto armado pré-fabricado e concreto armado comum.A Polícia não descarta que se trate de uma falha estrutural da ponte. Uma investigação foi aberta para estabelecer os responsáveis pela tragédia.A circulação foi interrompida na área, assim como o transporte ferroviário.fcc-cm/phv/ra/zm/fp/tt

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