Publicado 12 de Agosto de 2018 - 21h30

Por Henrique Hein

Além do Cantareira, apenas o Sistema Rio Grande não registrou quedas entre sábado e domingo: a diferença é que o local seguiu operando ontem com 75,8% de sua capacidade

Cedoc/RAC

Além do Cantareira, apenas o Sistema Rio Grande não registrou quedas entre sábado e domingo: a diferença é que o local seguiu operando ontem com 75,8% de sua capacidade

Apesar de não registrar quedas drásticas no volume de água entre sábado e domingo, o sistema Cantareira segue operando abaixo do nível ideal na Região Metropolitana de Campinas (RMC), com 39,8% da sua capacidade, segundo dados da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). O índice registrado, com isso, segue, desde o dia 29 de junho, em estado de alerta (abaixo ou igual a 40%). Ao todo, o maior reservatório de água da RMC abastece cerca de 7,5 milhões de pessoas por dia, sendo, disparado, o único do Estado que está operando abaixo dos 40%,

O baixo índice chama a atenção, porque nem mesmo o grande volume de chuva das últimas duas semanas foi suficiente para tirar o reservatório da incômoda situação. Vale lembrar que, somente os primeiros dias com chuva de agosto superaram em cerca de 139% a média histórica do mês inteiro. Entre a madrugada de quarta-feira, dia 1º de agosto, e a tarde de sexta-feira, dia 3, cerca de 37mm (milímetros) de água foram registrados em Campinas, um índice muito maior que a média histórica, que é de 22,9mm.

Além do Cantareira, apenas o Sistema Rio Grande não registrou quedas entre sábado e domingo a diferença, contundo, é que o local seguiu operando ontem com 75,8% de sua capacidade. De acordo com o Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (Cepagri), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), não há previsão de chuvas pelo menos até sexta-feira, dia 17 de agosto, o que só aumenta a chance de eventuais quedas no nível de água do reservatório metropolitano. “Haverá predomínio de sol, com temperaturas em elevação. Na sexta-feira, a nebulosidade aumenta com possíveis chuvas fracas e isoladas, por conta da passagem de uma frente fria” , explicou Ana Ávila, pesquisadora do Cepagri.

Outro índice preocupante, além do nível da Cantareira, segundo o Cepagri, é a Umidade Relativa do Ar, que está em declínio e pode, novamente, voltar a ficar abaixo dos 30% durante a semana. Vale lembrar que durante o período de estiagem, que durou 71 dias, a umidade chegou a acender um sinal de alerta nos municípios de Campinas, Indaiatuba, Holambra e Engenheiro Coelho, que registraram índices abaixo dos 20%, o que foi suficiente para provocar problemas respiratórios na população. 

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Henrique Hein