Publicado 13 de Agosto de 2018 - 7h23

Por Estadão Conteúdo

O banco central da China (PBoC, pela sigla em inglês) afirmou que não irá recorrer à desvalorização competitiva para aliviar os efeitos de conflitos comerciais, mas declarou estar pronto para agir contra investidores que buscam enfraquecer o yuan.

A China "não irá usar a taxa de câmbio do yuan como ferramenta para lidar com disputas comerciais e outras perturbações externas", prometeu o BC chinês em relatório trimestral divulgado no fim da sexta-feira (10).

Ao mesmo tempo em que pretende ampliar a flexibilidade do yuan, o PBoC irá focar resultados finais, adotando medidas contracíclicas para estabilizar o câmbio quando necessário, uma vez que a "mentalidade de rebanho" pode piorar a volatilidade.

Há cerca de uma semana, o PBoC retomou uma exigência que torna mais caras operações de aposta de enfraquecimento do yuan, num momento em que a moeda chinesa se aproximou da barreira de 7 yuans por dólar.

O relatório do PBoC sugere que o risco do dólar ultrapassar a marca de 7 yuans "diminuiu significativamente", segundo Carie Li, economista da OCBC Wing Hang Bank.

Nos últimos três meses, o yuan acumulou perdas de quase 4%, de acordo com a Wind Information.

Na semana passada, Pequim alertou que irá retaliar na mesma medida um plano dos EUA de impor tarifas de 25% a mais US$ 16 bilhões em produtos chineses a partir do dia 23. Fonte: Dow Jones Newswires.

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