Publicado 27 de Fevereiro de 2018 - 14h56

Por Adagoberto F. Baptista

Alenita Ramirez

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Foto: César

Os funcionários do Hospital Ouro Verde, em Campinas, suspenderam a greve prevista para iniciar ontem após assembleia realizada pela manhã em frente ao hospital. Porém, eles continuam em estado de greve anunciado na semana passada. O Sinsaúde, sindicato que representa a categoria, informou que conseguiu negociar com a Prefeitura a participação da categoria no planejamento para a substituição da nova empresa que vai gerir o hospital em substituição a OS Vitale. Com a quebra de contrato, os cerca de 1,5 mil funcionários serão demitidos, já que não são servidores públicos concursados. E a demissão em massa é um dos motivos que levou o sindicato a convocar a greve.

Segundo o presidente do Sinsaúde, Paulo Sérgio Pereira da Silva, na tarde de anteontem, houve uma reunião entre a categoria e o secretário municipal de Saúde, Cármino de Souza, e o diretor-presidente do Hospital Municipal Dr. Mário Gatti e interventor do Ouro Verde, Marcos Pimenta, na qual foi acertado a participação do sindicado no projeto sobre a definição da situação dos trabalhadores da unidade hospitalar. Ontem à tarde, as três partes e o SindiMed, que representa os médicos, se reuniram com o Ministério Público do Trabalho (MPT) para assinarem o acordo. A primeira reunião do projeto de transição dos funcionários ficou agendada para o próximo dia 5 na Prefeitura. Será a primeira reunião para começar o projeto de demissões.

Apesar do Sinsaúde optar pela suspensão da greve, os médicos que trabalham na unidade hospitalar decidiram manter a paralisação que entrou no quinto dia ontem. Ainda pela manhã o SindiMed, sindicato dos médicos, informou que acompanharia a audiência marcada com o MPT. Uma nova assembleia seria realizada na noite de ontem para definir se a greve terminaria ou continuaria. O sindicato ainda lembrou que, apesar de a Prefeitura alegar que os pagamentos estavam em dia, desde dezembro de 2017 nenhum médico PJ recebe salário, seja ele profissional com contrato regularizado ou irregular.

Mesmo com a greve, os atendimentos de urgência e emergência da unidade estão mantidos. Segundo o SindiMed, os pacientes internados também seguem recebendo toda a assistência necessária. Somente as consultas e cirurgias eletivas, ou seja agendadas estão suspensas.

Além de reivindicar o pagamento imediato de todos os salários em atraso, a categoria quer uma garantia da Prefeitura de que os insumos de materiais e medicamentos usados na unidade sejam regularizados no hospital. Eles também querem a certeza de que os 1,5 mil funcionários, que correm risco de uma demissão em massa, terão seus empregos garantidos na troca da empresa.

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Adagoberto F. Baptista