Publicado 26 de Fevereiro de 2018 - 12h56

Por Adagoberto F. Baptista

Alenita Ramirez

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Foto: César Rodrigues

Um gari perdeu o controle do veículo, arrebentou um alambrado e invadiu a área de recreação de uma escola infantil, no Jardim Profilurb, distrito do Ouro Verde, em Campinas, na madrugada de ontem. Ninguém se feriu. O acidente ocorreu por volta das 2h e até as 10h30 o carro seguia no local aguardando perícia. A área foi fechada e as aulas aconteceram normalmente.

De acordo com o inspetor da Guarda Municipal (GM), Renato Crissafi, testemunhas contaram que o carro estava na contramão de direção e teria “voado” para o dentro do pátio do Centro de Educação infantil (Cei) Doutor Manoel Alves da Silva, localizada na Rua Nelson Barbosa da Silva, paralela a Avenida Suaçuna. No veículo, um Monza, estavam um casal, o irmão do gari e duas crianças. Eles deixaram o carro no local e foram embora. “A Guarda foi chamada por funcionários da escola por volta das dez para sete e quando chegamos aqui, por volta das 7h15. Encontramos no carro, os documentos do dono e fomos atrás”, contou Crissafi.

O alambrado e um postinho foram danificados. O veículo chegou a quebrar o galho de uma árvore e caiu com as rodas para baixo, sobre um brinquedo. Do lado de fora do carro foram achados dois copos de chope e uma lata de cerveja. “Você já viu alguma vez carro voar? Pois eu vi. Não sei como o motorista fez, mas na hora pensei que tinha morrido que estava dentro. Mas de repente vi um monte de gente saindo e um menino pequeno que chamava pelo pai”, contou um aposentado de 59 anos, que dormia em um banco perto de onde aconteceu o acidente.

O dono do carro foi localizado e levado para o 9º Distrito Policial (DP) e alegou que voltava de uma pizzaria com a família quando perdeu a direção e o freio, vindo a bater no alambrando e despencando de uma altura de ao menos três metros do barranco. Apesar de o motorista alegar que escorregou o barranco, não havia marcas de pneus no mato. “Quando vi o carro parado no parquinho da escola, achei que eram bandidos aguardando nossa chegada. Fiquei em pânico. Entrei e tranquei tudo. Depois liguei na Guarda Municipal”, contou uma zeladora da escolinha, de 22 anos. “Na hora, só não consegui sabe por onde tinham entrado”, falou.

A vizinhança disse que acordou na madrugada com um estrondo, mas não sabia exatamente o que tinha acontecido. Quando soube, ficaram espantados. “Nossa, não dá para acreditar. O motorista deveria estar correndo, só pode”, disse uma idosa que mora a cerca de 1km da escola e ouviu o barulho.

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Adagoberto F. Baptista