Publicado 28 de Fevereiro de 2018 - 5h30

O vice-governador do Estado de São Paulo, Márcio França, esteve em Campinas na manhã de ontem para visitar o Projeto Sirius, no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (Cnpem). A visita foi conduzida pelo diretor-geral do complexo tecnológico, Rogério Cézar de Cerqueira Leite. Durante a confraternização, França aproveitou para visitar os laboratórios de Nanotecnologia; de Ciência e Tecnologia do Bioetanol; de Biociências e de Luz Síncrotron, além do Projeto Sirius, que até o momento conta com cerca de 80% das obras concluídas.

“É com imenso orgulho que vemos a participação do governo neste espaço tão importante para a ciência, a tecnologia e a inovação, que é o Cnpem. Aqui acontecem fatos magníficos que muitos não sabem o significado para a humanidade. Os nossos institutos são referências e levam a inovação não somente para o Estado de São Paulo, mas para todo o Brasil”, disse o vice-governador.

De acordo com Cerqueira Leite, o Cnpem, “é hoje, em relação à qualidade das pesquisas, o maior e mais importante centro de pesquisa do Brasil, embora existam outros centros e universidades com massa maiores”, afirmou.

O prefeito Jonas Donizette enfatizou que está à disposição do Cnpem e que apoia o desenvolvimento de Campinas nas áreas de tecnologia e inovação. “Estes laboratórios e o que está para ser inaugurado, o Sirius, são muito importantes para a cidade”, disse o prefeito.

Também estiveram presentes no local o ex-ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Esportes, Relações Institucionais e Defesa além do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Aldo Rebelo, e o reitor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Marcelo Knobel.

Projeto Sirius

O Sirius foi projetado nacionalmente pela equipe do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron, integrante do Cnpem. O local vai abrigar um acelerador de partículas de quarta geração, usado na análise de materiais orgânicos e inorgânicos. Quando estiver em atividade, ele será capaz de substituir a atual fonte de luz usada no Laboratório Nacional de Luz Síncrotron. Estima-se que uma pesquisa que atualmente é feita em dez horas nos equipamentos mais avançados do mundo poderá ser concluída em dez segundos.

A nova fonte permitirá a realização de experimentos que hoje são impossíveis de serem realizados no País, abrindo assim novas perspectivas de pesquisa em áreas estratégicas como energia, biotecnologia, nanotecnologia, ciência dos materiais e ambiental.

Na agricultura, a tecnologia poderá ser usada para a produção de fertilizantes mais eficientes, baratos e menos poluentes. Já na saúde, o desenvolvimento de nanopartículas vai ajudar no diagnóstico de câncer e no combate a vírus e bactérias.

Até a produção de novos artigos industrializados como cosméticos poderão ser feitos por meio da luz síncrotron. O prédio está entre as obras civis mais sofisticadas do Brasil, com exigências de estabilidade mecânica e térmica.

Hoje, existe apenas uma fonte de luz síncrotron de quarta geração no mundo, inaugurada na Suécia há cerca de um ano. As obras foram iniciadas em dezembro de 2014 e, até agora, cerca de 80% estão concluídas. Com um orçamento previsto em torno de R$ 1,8 bilhão, a abertura da nova fonte de luz para pesquisadores deve ser inaugurada em 2019.