Publicado 28 de Fevereiro de 2018 - 5h30

Os funcionários do Hospital Ouro Verde, em Campinas, suspenderam a greve prevista para iniciar ontem após assembleia realizada pela manhã em frente ao hospital. Porém, eles continuam em estado de greve anunciado na semana passada. O Sinsaúde, sindicato que representa a categoria, informou que conseguiu negociar com a Prefeitura a participação da categoria no planejamento para a substituição da nova empresa que vai gerir o hospital em substituição a OS Vitale.

Com a quebra de contrato, os cerca de 1,5 mil funcionários serão demitidos, já que não são servidores públicos concursados. E a demissão em massa é um dos motivos que levou o sindicato a convocar a greve.

Segundo o presidente do Sinsaúde, Paulo Sérgio Pereira da Silva, na tarde de anteontem, houve uma reunião entre a categoria e o secretário municipal de Saúde, Carmino de Souza, e o diretor-presidente do Hospital Municipal Dr. Mário Gatti e interventor do Ouro Verde, Marcos Pimenta, na qual foi acertado a participação do sindicado no projeto sobre a definição da situação dos trabalhadores da unidade hospitalar.

Ontem à tarde, as três partes e o SindiMed, que representa os médicos, se reuniram com o Ministério Público do Trabalho (MPT) para assinarem o acordo. A primeira reunião do projeto de transição dos funcionários ficou agendada para o próximo dia 5 na Prefeitura. Será a primeira reunião para começar o projeto de demissões.

Apesar do Sinsaúde optar pela suspensão da greve, os médicos que trabalham na unidade hospitalar decidiram manter a paralisação que entrou no quinto dia ontem. O SindiMed, sindicato dos médicos, informou que acompanharia a audiência marcada com o MPT. A entidade marcou para hoje, às 19h, uma assembleia para reavaliar o movimento. Uma intimação foi enviada para que a Prefeitura esteja presente.

O sindicato ainda lembrou que, apesar de a Prefeitura alegar que os pagamentos estavam em dia, desde dezembro de 2017 nenhum médico PJ recebe salário, seja ele profissional com contrato regularizado ou irregular.

Mesmo com a greve, os atendimentos de urgência e emergência da unidade estão mantidos. Segundo o SindiMed, os pacientes internados também seguem recebendo toda a assistência necessária. Somente as consultas e cirurgias eletivas, ou seja agendadas estão suspensas.

Além de reivindicar o pagamento imediato de todos os salários em atraso, a categoria quer uma garantia da Prefeitura de que os insumos de materiais e medicamentos usados na unidade sejam regularizados no hospital. Eles também querem certeza de que os 1,5 mil funcionários, que correm risco de uma demissão, terão seus empregos garantidos na troca da empresa.