Publicado 27 de Fevereiro de 2018 - 5h30

Pelo menos 14 bancos fizeram acordo com Polícia Federal para combater as fraudes bancárias eletrônicas. Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o combate ao roubo de cartões de débito e crédito, internet banking, call center e boletos cometidos por organizações criminosas que atuam pela internet deve ganhar um novo impulso com a renovação do acordo de cooperação técnica assinado ontem. De acordo com a Febraban, o acordo, que agora prevê o envolvimento direto dos bancos, permitirá compartilhar tanto informações quanto as mais recentes tecnologias disponíveis no combate aos crimes eletrônicos, com o objetivo de garantir a segurança das transações financeiras feitas de forma eletrônica pelos clientes no setor bancário. O convênio prevê a disponibilização de uma equipe da Febraban e de cada um dos bancos signatários, que agirão em conjunto com os profissionais da Polícia Federal para investigar a dinâmica do crime nas transações bancárias.

Segundo a Febraban, o convênio regulamenta os procedimentos dos bancos para comunicar à Polícia Federal qualquer suspeita ou confirmação de práticas de ilícitos penais. O acordo também trata do compartilhamento de informações sobre a movimentação de recursos financeiros relacionados a crimes contra instituições financeiras. “A tecnologia bancária avançou muito. Antes, essa troca de informações era pautada por documentos, papéis e relatórios. Hoje, trabalhamos com sistemas interligados, que repassam automaticamente para a PF todos os detalhes importantes de uma investigação. Essa agilidade vai se refletir cada vez mais no dia a dia dos clientes, que ganharão na eficiência da segurança de suas operações feitas on-line”, disse Adriano Volpini, diretor-adjunto da Comissão de Prevenção a Lavagem de Dinheiro da Febraban. No total, 14 bancos assinaram o acordo: Banco Agiplan, Banco do Brasil, Banco de Brasília (BRB), Banco da Amazonia (Basa), Banrisul, Banese, Banco Neon, Bradesco, Banco Inter, Banestes, Itaú Unibanco, Original, Santander e Sicredi. O primeiro acordo desse tipo foi assinado em 2009. “Com o termo assinado hoje (ontem), vai aumentar o número de instituições financeiras fornecedoras de informações importantes e privilegiando, dessa forma, as ações de inteligência e de tecnologia, imprescindíveis no combate às fraudes bancárias”, concluiu a Febraban. (Agência Brasil)