Publicado 27 de Fevereiro de 2018 - 19h40

Por AFP

As flores e cores vivas características do espírito "hippie" de 1968 inundaram nessa terça-feira (27) o último desfile feminista da Dior em Paris, obviamente com a presença de celebridades.Desde sua chegada à 'maison', em meados de 2016, a diretora artística Maria Grazia Chiuri agitou a bandeira feminista e este aceno para o outono-inverno não foi uma exceção, ao inaugurá-lo com um suéter branco e verde e a frase estampada no centro: "C'est non non non et non" (Não É Não)."Essa frase estava nos arquivos de Christian Dior... Acredito que por vezes é bom dizer não, não, não. Além disso, também chamo minha filha de 'Senhora Não'", disse a estilista italiana em entrevista.Em pleno furacão criado pelo escândalo Weinstein e a campanha #MeToo, o roupa é suscetível de se transformar rapidamente em um clássico dos fashionistas, como a primeira camiseta militante lançada por Chiuri com o slogan "We should all be feminists" (Deveríamos todos ser feministas) e que no site da Dior cuesta 550 euros (670 dólares).A mensagem de reivindicação se espalhou por toda a cenografia do Museu Rodin de Paris, com as paredes cobertas com recortes de revistas especializadas como Vogue, Elle e Cosmopolitan, fotografias dos anos 1970 e frases como "Women rights are human rights" (Direitos das mulheres são direitos humanos).- 'Minissaias para sempre' -"Queria fazer uma homenagem" a essas publicações que "apoiaram em grande escala a liberação das mulheres", disse a estilista.Nesse universo, a estilista apresentou uma coleção de prêt-à-porter inspirada no movimento de maio de 1968 e trouxe uma onda de calor a um dia de frio siberiano em Paris, com uma paleta de cores que incluiu amarelo, laranja, vermelho e lilás, combinada com estampas e patchworks. "Feminismo significa liberdade. E o ponto de partida foram as revoluções de 1968. Quis saber o que aconteceu na Dior em 1968 e encontrei essa história divertida de mulheres que protestaram na loja (de Londres) porque queriam mais minissaias", disse Chiuri em alusão a uma imensa fotografia exposta em branco e preto em que uma mulher exibe um cartaz que diz: 'Minissaias para sempre'. O chapéu "gavroche" (inspirado no personagem do romance Os Miseráveis, de Victor Hugo) e os óculos de sol quadrados representam o denominador comum dos looks, em que os vestidos transparentes revelavam sutiãs esportivos sem aros e shorts. As bolsas são carregadas a tiracolo e os cintos são pretos, grossos e bem ajustados à cintura.A plateia da Dior não decepcionou, com celebridades e fashionistas aos montes.A atriz e modelo britânica Cara Delevingne e a atriz francesa Isabelle Huppert assistiram ao desfile. - Pernas de fora na Saint Laurent O segundo dia da Semana de Moda foi marcado também pelo desfile noturno da Saint Laurent, em que o diretor artístico Anthony Vaccarello exaltou as pernas femininas, deixando-as descobertas em quase todos os looks e emolduradas por pesadas sandálias de salto plataforma.As modelos usavam ombreiras quadradas que destacavam as costas. O couro e o preto, no estilo roqueiro, voltaram ao desfile da marca.A passarela foi instalada em frente à Torre Eiffel, recriando uma pista de discoteca, com projetores e espelhos.Desfilaram também modelos masculinos em um visual roqueiro-dandy, com cabelos longos, vestidos de preto e cinza.app-alm/eg/cr

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