Publicado 27 de Fevereiro de 2018 - 18h40

Por AFP

Legisladores republicanos, que são maioria no Congresso dos Estados Unidos, se mostraram resistentes nesta terça-feira (27) a endurecer as leis de controle de armas após o massacre em uma escola da Flórida.O Congresso está sob forte pressão, depois do ataque a tiros na escola de ensino médio Marjory Stoneman Douglas de Parkland, ao norte de Miami, que deixou 17 mortos em 14 de fevereiro passado.O presidente da Câmara de Representantes, o republicano Paul Ryan, disse que "muitas falhas" no sistema permitiram ao atacante Nikolas Cruz, de 19 anos, adquirir legalmente um fuzil de assalto AR-15, apesar dos vários indícios de problemas mentais e comportamento violento."Há muitas falhas. Da polícia local (que não agiu) ao FBI, que não seguiu as pistas que obteve", disse Ryan a jornalistas."Não deveríamos proibir armas aos cidadãos respeitosos da lei. Deveríamos nos concentrar em nos assegurar de que os cidadãos que não deveriam obter armas não as consigam", destacou.Ryan se pronunciou a favor da proposta do presidente Donald Trump de armar os professores nas escolas para evitar futuros ataques, embora tenha considerado que este é um tema que deveria se resolver em nível local."Esta e realmente uma pergunta para todos os governos locais, as juntas escolares locais, os estados", disse. "Como pai e cidadão, acho que é uma boa ideia".Para Steve Scalise, o republicano número três da Câmara de Representantes, o que se precisa é uma melhor aplicação da legislação existente."Quando se contemplam novas leis, acho que o mais importante que podemos ver é: o que acontece com todas as leis que já existem, que não se aplicaram, ou que não se aplicaram corretamente?", disse Scalise, sobrevivente de um ataque a tiros em junho de 2017, durante um jogo de beisebol.Ryan também culpou pelos ataques maciços a tiros a violência na cultura dos Estados Unidos."Isto fala de questões mais importantes da nossa cultura. O que estamos ensinando aos nossos filhos? Vejam a violência na nossa cultura", disse. "Aqui há questões mais amplas do que uma lei demarcada".bur-ad/lda/mvv

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