Publicado 26 de Fevereiro de 2018 - 21h30

Por AFP

O departamento de Educação dos Estados Unidos anunciou nesta segunda-feira (26), que abriu uma investigação sobre a Universidade Estadual de Michigan (MSU), devido aos relatos de abuso sexual contra o ex-médico escolar Larry Nassar.Nassar, de 54 anos, que também foi médico do time de ginastas dos Estados Unidos, enfrenta a prisão perpétua depois de se declarar culpado de abusar sexualmente de mulheres e crianças sob o pretexto de estar realizando um tratamento médico. MSU, uma universidade pública de 50.000 estudantes em Lansing, Michigan, foi apontada por várias ex-atletas mulheres por não lidar de forma adequada com as denúncias contra Nassar. A secretária de Educação, Betsy DeVos, disse que a investigação analisará "problemas sistemáticos no manejo dos incidentes na (MSU) relacionados com sexo que envolvem Larry Nassar"."Esperamos uma revelação completa e total sobre suas ações para proteger estudantes de ataques sexuais", disse DeVos em um comunicado."Os crimes pelos quais o Dr. Nassar foi condenado são inimagináveis", acrescentou. "A coragem que as sobreviventes mostraram é notável"."Cada estudante em cada campus deveria saber que estou comprometida em garantir que todos os estudantes tenham acesso a um ambiente de estudo livre de condutas sexuais inapropriadas e de discriminação e que todas as instituições que não o façam serão responsabilizadas por violação da lei federal", afirmou.Nassar foi acusado de abuso sexual por 265 mulheres em mais de duas décadas de carreira.A pergunta-chave de muitas vítimas foi quem sabia dos abusos de Nassar e poderia tê-lo detido antes.Com uma reputação impecável como médico das campeãs olímpicas, Nassar evitou as investigações várias vezes desde o final da década de 1990 ao insistir que seu abuso era na verdade um tratamento de ponta incompreendido por alguns pacientes.A associação de ginastas dos Estados Unidos informou em 2015 ao FBI sobre Nassar, mas o médico continuou atendendo pacientes na MSU até que um jornal o expôs em setembro de 2016. O jornal The New York Times reportou que mais de 40 mulheres e meninas sofreram abusos durante esse tempo.cl/oh/lp/ja/db

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