Publicado 26 de Fevereiro de 2018 - 12h10

Por AFP

A GSMA alcançou um progresso significativo nos primeiros testes de sua

iniciativa Big Data for Social Good da Bharti Airtel, Telefónica e

Telenor, criando um plano para implementações futuras que aproveita as

capacidades do big data das operadoras de telefonia móvel para atender

aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). A GSMA também

anunciou hoje no Mobile World Congress que seis operadoras - KDDI,

MegaFon, NTT DOCOMO, SoftBank, Telefónica e Turkcell - vão trabalhar em

uma nova fase da iniciativa, focada na preparação para desastres, que se

centra nas bases estabelecidas no ano passado.

A iniciativa Big Data for Social Good da GSMA foi lançada em fevereiro

de 2017 e, atualmente, conta com o apoio de 20 operadoras de telefonia

móvel1 com presença em 124 mercados no mundo todo. A

iniciativa permitiu que as operadoras estabeleçam, em conjunto, um

quadro holístico e uma abordagem para analisar os dados capturados em

suas redes para ajudar as agências públicas e as ONGs a enfrentar

epidemias, catástrofes naturais e crises ambientais.

"Nos últimos 12 meses, a iniciativa Big Data for Social Good gerou um

impulso significativo entre as operadoras e os parceiros das agências da

ONU", comentou Mats Granryd, diretor-geral da GSMA. "Equipamos as

operadoras com um plano abrangente de diretrizes de boas práticas para

as implementações do big data. Essa abordagem foi testada e validada

através de vários testes no mundo real e suportada por um painel

consultivo que proporcionou contribuições de todo o ecossistema."

"Agora estamos expandindo a iniciativa para a área de preparação contra

desastres, onde podemos aproveitar o poder do big data para entender,

preparar e reduzir os efeitos das catástrofes nas populações

vulneráveis."

A iniciativa Big Data for Social Good é apoiada por um painel consultivo

composto por agências e parceiros globais, incluindo Data 2X, DIAL,

GPSDD, Be [email protected] Be Mobile, OCHA, UN Global Pulse, UNDP, UNHCR, UNICEF,

WFP e, mais recentemente, o Banco Mundial.

Primeira onda de ensaios mostrando as capacidades do big data

O Big Data for Social Good está sendo testado pela Bharti Airtel na

Índia, pela Telefónica no Brasil e pelo Grupo Telenor em Bangladesh,

Birmânia e Tailândia. Nesses testes, as operadoras estão capturando

indicadores móveis anônimos e agregados em um formato de saída

consistente, respeitando e protegendo a privacidade das pessoas através

de um Código de Conduta acordado. Em seguida, os dados são combinados

com uma grande variedade de outros tipos de informações para fornecer

insights vitais aos funcionários públicos e às ONGs.

Na Índia, a Bharti Airtel e a GSMA estão trabalhando com a Be [email protected] Be

Mobile (uma iniciativa conjunta da OMS e da UIT) para identificar se os

dados móveis podem apoiar os sistemas nacionais de saúde. O teste está

analisando como o volume de população e os padrões de movimento podem

melhorar o planejamento para controlar a tuberculose (TB), uma das

maiores causas de morte na Índia. Na versão de ensaio, os dados móveis

fornecem informações comportamentais detalhadas e atualizadas sobre o

comportamento de uma população de 280 milhões de pessoas, oferecendo uma

combinação de escala e granularidade que não se pode obter a partir de

nenhuma outra fonte de dados. O teste identifica potenciais regiões

críticas com maior risco de tuberculose, o que poderia ajudar a

direcionar intervenções, como programas de vacinação, iniciativas para

deixar de fumar, campanhas de conscientização ou implementação de

clínicas móveis.

A Telefónica Brasil está usando o big data de redes móveis para

monitorar a poluição do ar em São Paulo e ajudar a melhorar o

gerenciamento do tráfego e o planejamento ambiental da cidade.

Utilizando dados de mobilidade, foi possível prever problemas de

poluição até dois dias antes de ocorrer, permitindo que a cidade tome

precauções para proteger a saúde pública, como guiar o tráfego através

de rotas alternativas e aconselhar populações vulneráveis - como aquelas

pessoas com doenças respiratórias - em áreas de alto nível de poluição.

Os dados de mobilidade usados na versão de teste também forneceram maior

granularidade e alcance em comparação com os sensores fixos de qualidade

do ar e de tráfego, que são caros de implementar.

Após a colaboração bem-sucedida da Telenor com a Escola de Saúde Pública

TH Chan de Harvard, que abordou a propagação da dengue no Paquistão,

Telenor, Harvard e MORU (a Unidade de Pesquisa de Medicina Tropical da

Mahidol Oxford, Bangkok) agora estão abordando a questão crítica da

malária resistente a vários tipos de medicamentos tradicionais (MDR),

que está se espalhando pela Ásia. Em 2017, foram realizados trabalhos

preparatórios para estudos sobre a disseminação da malária MDR em uma

área contígua de três países (Tailândia, Bangladesh e Birmânia).

Expansão da iniciativa para enfocar a preparação diante de desastres

Os resultados dos testes até a data, combinados com as iniciativas

próprias das operadoras de telefonia móvel, estão fornecendo a base para

a próxima onda de implementações do Big Data for Social Good em 2018,

que se centrará na preparação para desastres em países-chave, entre eles

Chile, Colômbia, Japão, Rússia e Turquia.

Nas regiões propensas a catástrofes, as operadoras podem acessar

informações de localização e uso quase em tempo real, permitindo às

agências de socorro identificar as áreas em risco e direcionar os

recursos de forma eficiente. No Japão, por exemplo, as operadoras de

telefonia móvel estão trabalhando com o Departamento de Gestão de

Desastres do governo japonês para permitir que as equipes de resgate

atuem de forma rápida e priorizem a implementação de recursos no caso de

um desastre em grande escala. Na América Latina, a Telefónica tem uma

aliança com a ONU para a Agricultura e Alimentação (FAO) com o objetivo

de desenvolver uma melhor avaliação de quais regiões e populações são

mais vulneráveis a desastres naturais relacionados com os efeitos das

mudanças climáticas, ajudando as autoridades a elaborar planos de

prevenção.

"O uso das capacidades do big data móvel para situações de preparação

diante de desastres é um importante exemplo de como a indústria móvel

está contribuindo para os ODS", acrescentou Granryd. "O trabalho

realizado até o momento demonstra que, ao combinar dados de mobilidade

com outras fontes de dados, as operadoras podem criar um business case

para apoiar a tomada de decisões e o planejamento por parte de governos

e ONGs em uma ampla variedade de casos de uso."

As demonstrações da iniciativa Big Data for Social Good podem ser vistas

durante o Mobile World Congress na GSMA Innovation City, localizado no

Hall 4, estandes 4A30, 4A5 e 4A15 na Fira Gran Via (Barcelona).

-FIM-

Sobre a GSMA

A GSMA representa os interesses das operadoras móveis em todo o mundo,

unindo cerca de 800 operadores com mais de 300 empresas no ecossistema

móvel mais amplo, incluindo fabricantes de celulares e dispositivos,

empresas de software, fornecedores de equipamentos e empresas de

Internet, bem como organizações em setores industriais adjacentes. A

GSMA também produz eventos líderes do setor, como o Mobile World

Congress, o Mobile World Congress de Xangai, o Mobile World Congress das

Américas e conferências do Mobile 360 Series.

Para mais informações, acesse o site corporativo da GSMA em www.gsma.com.

Siga a GSMA no Twitter: @GSMA.

1 Os 20 grupos de operadoras que apoiam a iniciativa Big Data

for Social Good da GSMA são: Bharti Airtel, Deutsche Telekom, Hutchison,

KDDI, KT Corporation, Megafon, Millicom, MTS, NTT DOCOMO, INC., Orange,

Safaricom, SK Telecom, SoftBank, Telefónica, Telenet, Telenor, Telia,

Turkcell, Vodafone e Zain.

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