Publicado 27 de Fevereiro de 2018 - 7h21

Por Rogério Verzignasse

Placa imensa na portaria do Parque Ecológico anuncia investimento milionário no projeto, mas nem existe um canteiro de obras montado

Dominique Torquato/AAN

Placa imensa na portaria do Parque Ecológico anuncia investimento milionário no projeto, mas nem existe um canteiro de obras montado

Anunciada com pompa pelo prefeito Jonas Donizette (PSB) ainda no dia 4 de fevereiro, a revitalização do Parque Ecológico Monsenhor Emílio José Salim ainda não saiu do papel. Apesar de já existir uma ordem de serviços assinada, e de uma placa imensa na portaria anunciar investimento milionário no projeto, nem existe um canteiro de obras montado. Os operários ainda estão sendo contratados pela incorporadora responsável, e não existe nenhuma previsão sobre quando as intervenções vão começar de fato.

Quem se arrisca a passear pelo parque encontra a paisagem de sempre: quadras vazias, equipamentos largados, alamedas desertas.

A revitalização é vista, pela própria Administração, como essencial para a conquista do público. Com recursos que chegam do Estado, foi prometida a reforma completa de seis quadras poliesportivas, duas pistas de caminhada, um campo de grama uma pista de skate e um campo de bocha. As obras estão orçadas em R$ 1,07 milhão e, pelo menos teoricamente, devem estar concluídas em seis meses, ou sejam, no final de julho. Do montante previsto, o Município entra com uma contrapartida de R$ 188 mil.

Depois de concluída esta etapa, outros R$ 7 milhões serão investidos em intervenções estruturais, como a reforma de um casarão histórico, remanescente do ciclo cafeeiro. Também será recuperado todo o alambrado do parque, os sanitários e o prédio do antigo restaurante, que deve ser reativado.

Mas a regra do convênio é clara. O dinheiro da segunda etapa só vem quando a Prefeitura prestar contas sobre as obras da primeira. E o Município, nas novas intervenções, vai arcar com uma contrapartida maior, equivalente a 20% do montante.

Ações emergenciais

A revitalização, com recursos que chegam da Secretaria de Estado do Meio Ambiente, promete, finalmente, levar mais frequentadores ao parque. Apesar de imenso — são 1,1 milhão de metros quadrados —, o Ecológico nunca teve muitos visitantes. O abandono, as queimadas frequentes e a insegurança afastavam o público. Havia assaltos. Até um caso de estupro apavorou a cidade em meados do ano passado.

Por conta do cenário, algumas melhorias pontuais já chegaram a ser feitas pela própria Prefeitura, como a recuperação de canteiros e a instalação de holofotes. As medidas, segundo a Prefeitura, já conseguem levar ao parque gente que nunca tinha se aventurado por lá.

O Ecológico até ganhou uma agenda de eventos esportivos, culturais e gastronômicos. Hoje o parque conta com um esquema especial de vigilância, com a presença ininterrupta de viaturas da Guarda Municipal.

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Rogério Verzignasse