Publicado 27 de Fevereiro de 2018 - 7h20

Por Maria Teresa Costa/AAN

Fachada da Santa Casa de Valinhos, onde estiveram internados os dois pacientes com morte confirmada por febre amarela: alerta segue ligado

Dominique Torquato/AAN

Fachada da Santa Casa de Valinhos, onde estiveram internados os dois pacientes com morte confirmada por febre amarela: alerta segue ligado

O Instituto Adolfo Lutz confirmou segunda-feira o segundo caso de morte por febre amarela em Valinhos. Embora o homem de 35 anos, que morava no Jardim Pinheiros, não tenha histórico de viagem para regiões de risco e nem o bairro em que residia esteja entre as áreas de atenção para febre amarela, a Secretaria de Saúde não tem elementos ainda para afirmar que se trata de febre amarela urbana, onde o Aedes aegypti seria o vetor da doença. Assim, será feita uma investigação de local de provável infecção (LPI) para tentar estabelecer a origem da contaminação, trabalho que pode levar até 30 dias. Ainda não há registro no País de morte por febre amarela urbana.

O irmão, a mãe e o sobrinho deste homem, que também moram no Jardim Pinheiros, estão com os mesmos sintomas da doença e sendo investigadas as possibilidades de febre amarela, dengue hemorrágica e febre maculosa. Logo após a segunda morte, e mesmo sem ter a confirmação da causa, a Prefeitura desencadeou uma operação no bairro, para identificar e eliminar, de casa em casa, possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti, que pode transmitir doenças como dengue e febre amarela.

O trabalho foi realizado também em áreas públicas e terrenos por uma força-tarefa de 20 agentes da Secretaria da Saúde. Além do trabalho de busca e retirada de criadouros, foram entregues folhetos informativos. Na semana passada, após a confirmação da primeira morte por febre amarela, o prefeito Orestes Previtale (MDB) determinou que as 13 Unidades Básicas de Saúde do Município atendam todos os moradores que quiserem tomar a vacina contra a febre amarela sem a necessidade de senhas ou restrição do número de imunizações.

Além disso, Previtale instituiu grupo de trabalho para desenvolver estudos e ações de saúde e vigilância em saúde para conter os riscos da disseminação de uma epidemia de febre amarela na cidade e minimizar os riscos de contágio de outras doenças infectocontagiosas.

O horário de atendimento para vacinação nas UBSs é das 9h às 16h de segunda a sexta-feira em todas as 13 unidades. Em todos os casos, é necessário apresentar documentos com fotos e algum comprovante de residência no município, além de carteira de vacinação (para quem tiver). A vacina gratuita é aplicada em dose única, sem a necessidade de reforço. Quem já tomou na campanha realizada em 2000 não precisa se vacinar novamente.

Na semana passada, com ajuda de 12 soldados da 11ª Brigada de Infantaria Leve (BIL) do Exército, foi feito trabalho de pulverização com inseticida no bairro Jardim Pinheiros, em Valinhos, pela Prefeitura e pela Superintendência de Controle de Endemias (Sucen).

Há uma semana, Valinhos confirmou a primeira morte por febre amarela na cidade — um homem de 49 anos, que morreu dia 2 de fevereiro, na Santa Casa. Segundo a Secretaria de Saúde, ele tinha uma propriedade no Parque das Colinas e uma chácara no bairro Alpinas. O caso é autóctone, ou seja, foi contraído dentro da cidade. O homem de 35 anos também morreu na Santa Casa.

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Maria Teresa Costa/AAN