Publicado 26 de Janeiro de 2018 - 19h39

Por Jaqueline Harumi Ishikawa

Fotos: Leandro Torres e Divulgação / Patrícia Domingos (22_12)

Jaqueline Harumi

Da Agência Anhanguera

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Policiais do 47º Batalhão de Polícia Militar do Interior prenderam ontem durante patrulhamento um dos autores do assassinato dos irmãos Ricardo José da Silva, de 39 anos, e Márcio José da Silva, de 40 anos, cometido no último dia 21 de dezembro no Conjunto Habitacional Vida Nova, em Campinas. O vendedor Marcos Ribeiro de Moraes, de 39 anos, a princípio identificado como Marcos Oliveira Alto Filho por conta de um documento falso que mantinha em casa, foi localizado em frente a uma residência do Núcleo Residencial Nossa Senhora Aparecida quando discutia com a companheira e ex-mulher de Ricardo, a dona de casa Misleine Conceição de Andrade, de 36 anos.

Segundo o cabo Reinaldo Campanholi, que também atendeu a ocorrência do duplo homicídio, assim que pararam para a abordagem do casal, reconheceu Misleine por conta de uma foto do casal a que teve acesso no dia do crime durante a busca pelos suspeitos, no entanto não tinha certeza sobre Moraes, por conta da cor de cabelo e do peso diferentes da foto e porque a princípio se identificou com outro nome.

Na revista, os policiais localizaram 12 pinos de crack no bolso do shorts dela, momento em que pediram para fazer buscas na casa, onde foi localizado mais crack em uma panela sobre o armário da cozinha – 80 gramas a granel. Diante do flagrante de tráfico, Moraes revelou sua verdadeira identidade e foi constatado que não retornou de indulto à cadeia de Valparaíso em 2016, onde cumpria pena de 15 anos por tráfico internacional de drogas, da qual restavam três anos, além de ter uma ficha criminal de 58 folhas. “Estavam tranquilos, mas na hora que falamos sobre o homicídio começaram a chorar”, relatou Campanholi.

O casal foi encaminhado ao 9º Distrito Policial, onde foi preso em flagrante por tráfico de drogas e solicitada novamente a prisão temporária de Moraes pelo duplo homicídio, pedido que a princípio foi negado pela Justiça. “Ela participou indiretamente porque disse que o ex-marido estava assediando ela. Quando o preso foi ouvido negou que disparou e apontou outra pessoa como autor”, contou o delegado José Henrique Ventura, titular da 2ª Delegacia Seccional, que investigará o envolvimento de outro autor. Conforme a PM, o celular de Misleine, que era usado pelo companheiro e foi apreendido, tinha conversas sobre o tráfico e o homicídio.

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Jaqueline Harumi Ishikawa