Publicado 26 de Janeiro de 2018 - 18h15

Por Adriana Leite e Silva

Adriana Leite

Da Agência Anhanguera

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O mês de dezembro de 2017 foi crucial para o desempenho do mercado de trabalho em Campinas e região. Até novembro, a Região Metropolitana de Campinas (RMC) somava 9.082 empregos formais gerados no acumulado de 11 meses. Mas os números ruins do último período do ano jogaram para baixo a recuperação lenta, mas gradual, das contratações. Balanço do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), divulgado ontem mostra que 9.957 postos de trabalho foram eliminados no mês passado na RMC. A quantidade ficou abaixo dos 12.028 empregos perdidos em dezembro de 2016, mas o péssimo resultado fez o emprego fechar no vermelho na região em 2017. O saldo negativo foi de 694 empregos.

O vilão de dezembro foi o segmento de serviços que mandou embora 5.214 trabalhadores. Mas todos os setores fecharam postos no mês passado. De acordo com estudo realizado pela Acic, com base no Caged, a indústria demitiu 2.703 pessoas. O comércio dispensou 174 trabalhadores. A construção civil eliminou 769 empregos formais. A administração pública cortou 506 pessoas e a agropecuária perdeu 689 trabalhadores.

Na análise do acumulado do ano, a construção civil foi o setor que mais dispensou trabalhadores com um total de 1.505 cortes. Outros segmentos fecharam 1.395 postos. As empresas de serviços demitiram 840 pessoas. No outro lado da balança, o comércio contratou 2.049 pessoas. A indústria de transformação gerou 600 novos postos de trabalho. A agropecuária contratou 313 pessoas.

O coordenador do Departamento de Economia da Acic, Laerte Martins, afirmou que os números foram melhores do que em 2016, quando foram demitidos 30.462 trabalhadores. “No ano passado, o saldo ainda ficou negativo, mas a quantidade de eliminações ficou em 604 demissões. O mercado deu uma pequena melhorada, mas ainda perdemos empregos”, comentou.

Martins salientou que para 2018 a expectativa é de uma recuperação maior na geração de empregos. “Se a economia continuar em recuperação, devemos ter um saldo positivo de emprego no final do ano”, previu. O economista disse que todo mês de dezembro há um aumento do número de demissões com a dispensa de temporários que atuam em segmentos como comércio e indústria.

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Adriana Leite e Silva