Publicado 25 de Janeiro de 2018 - 18h55

Por Adagoberto F. Baptista

Virgínia Alves

DA AGÊNCIA ANHANGUERA

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A forte campanha que o Ministério de Saúde está fazendo para vacinar toda a população e os números de casos divulgados pela Secretaria Estadual de Saúde, mudará também até a rotina dos hospitais e clínicas particulares.

A Federação dos Hospitais, Clínicas e Laboratório do Estado de São Paulo (FEHOESP) divulgou que está iniciando uma campanha em parceria com os serviços de saúde privado em todo o Estado, com o objetivo que todos fiquem aptos para atender possíveis casos da doença. De acordo com a Federação, todas as cidades juntas somam 504 hospitais e 32.563 clínicas médicas. Será enviado materiais com orientação para as equipes de todos hospitais e clínicas.

Em Campinas, o Centro Médico, localizado no Distrito de Barão Geraldo, informou que ainda não foi notificado sobre a campanha, mas que todos os profissionais estão por dentro da situação atual da febre amarela e preparados para atender os pacientes. “O Hospital Centro Médico de Campinas não recebeu nenhuma informação sobre essa campanha da Federação. No entanto, o Hospital está preparado para atender pacientes com suspeita ou confirmação de febre amarela”, disse em nota oficial.

Ainda de acordo com o hospital, nos casos suspeitos todos os exames necessários são colhidos no próprio Centro Médico e também há um protocolo baseado nas recomendações e diretrizes nacionais, de atendimento e notificação junto à Vigilância Epidemiológica do município. Segundo a Diretoria Executiva, na epidemia atual, o Hospital ainda não recebeu nenhum caso suspeito. O Correio tentou contato com os demais hospitais particulares do município, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.

O presidente da FEHOESP, o médico Yussif Ali Mere Jr, alerta para o fato de que os sintomas da febre amarela podem ser confundidos com outras doenças. E somente o exame laboratorial, que detecta o vírus, pode confirmar o diagnóstico. “Nas formas graves pode se confundir com hepatite fulminante, descompensação de uma cirrose hepática, leptospirose grave, septicemia bacteriana, febre maculosa, dengue e outras febres hemorrágicas”, destaca.

Ele ressalta ainda que, em tempos de um possível surto, é de extrema importância que o setor privado se alie ao setor público e também se prepare. “Os hospitais e serviços de saúde estarão preparados para auxiliar o poder público no combate à doença e nas imediatas notificações de casos suspeitos para evitar sua propagação. Importante nesse momento unir esforços dos setores público e privado”, destaca o presidente da Federação.

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Adagoberto F. Baptista