Publicado 24 de Janeiro de 2018 - 20h49

Por Jaqueline Harumi Ishikawa

Jaqueline Harumi

Da Agência Anhanguera

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Uma equipe do Hospital de Clínicas da Universidade Estadual de Campinas (HC Unicamp) recebeu capacitação de transplante de fígado em pacientes com hepatite fulminante causada pela febre amarela. O treinamento ocorreu no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, que realizou o procedimento inédito no último dia 5 na engenheira Gabriela dos Santos Silva, de 27 anos, infectada pela doença em uma viagem a Mairiporã, e repetiu a cirurgia em outros três pacientes na semana passada.

Segundo o HC de São Paulo, um representante do HC campineiro foi o único presente físico no treinamento, que ocorreu através de videoconferência para outros médicos especialistas de diferentes hospitais do País, no entanto o número de profissionais e unidades abrangidas pela transmissão ao vivo não foi detalhado ao Correio ontem, justificando que o responsável estava em cirurgia.

À Folha de S.Paulo, Luiz Carneiro DAlbuquerque, diretor da Divisão de Transplantes de Fígado e Órgãos do Aparelho Digestivo do HC da USP, afirmou que o HC Unicamp é o primeiro centro transplantador habilitado, no entanto a assessoria de imprensa da unidade campineira informou apenas que amanhã de manhã uma coletiva de imprensa será realizada na superintendência do hospital com representantes das três especialidades envolvidas, sem especificar quais são.

Conforme a reportagem publicada ontem pela Folha, a partir do caso de sucesso da engenheira Gabriela novos transplantes foram autorizados pelos comitês de ética do HC e da Secretaria de Estado da Saúde. Procurada para falar sobre a autorização, a Secretaria se limitou a informar que o Sistema Único de Saúde (SUS) “prevê, na sua rotina, o encaminhamento de casos graves e complexos para hospitais de referência, para qualquer patologia, incluindo doenças infecciosas como a febre amarela”. “Os casos devem ser tratados já a partir da suspeita clínica, independentemente de exames específicos, e a conduta terapêutica é definida pela equipe médica”, complementou a nota, lembrando que “a rede de hospitais estaduais está capacitada para diagnosticar e tratar pacientes com doenças infecciosas”.

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