Publicado 04 de Janeiro de 2018 - 17h37

Por Carlos Augusto Rodrigues da Silva

Carlos Rodrigues

Da Agência Anhanguera

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O técnico escolhido pelo Guarani para a Série A2 do Campeonato Paulista tem pouquíssima experiência dirigindo times profissionais - foram apenas quatro partidas no Paulista de Jundiaí em 2017 – e nenhuma grife, mas o trabalho de quase um ano como auxiliar foi decisivo na aposta do clube em efetivar Umberto Louzer. Em que pese a urgência de ter um substituto após a saída de Fernando Diniz, o bom relacionamento com o elenco, a dedicação demonstrada e o desejo manifestado por ele de ser treinador foram outros fatores determinantes para que a diretoria bugrina não fosse ao mercado em busca de outro nome.

Desde que chegou em fevereiro do ano passado, junto com o então técnico Maurício Barbieri, Louzer se notabilizou como um profissional ativo no dia a dia do clube. Não à toa, recebeu o convite para fazer parte da comissão técnica fixa após a saída de Barbieri. Àquela altura, internamente, já havia uma ideia de começar a prepará-lo para ser o técnico justamente na Série A2 de 2018. A mudança de diretoria e a campanha ruim na Série B, no entanto, frearam esses planos.

Mesmo assim, fosse com Oswaldo Alvarez, Marcelo Cabo e Lisca, a postura de Louzer permaneceu a mesma. Em busca de mais conhecimento, o ex-volante concluiu, em junho, o curso que oferece a Licença B da CBF – equivalente a um terceiro estágio. Outro ponto alto foi a relação com o grupo. Umberto era constantemente chamado por jogadores para realizar atividades específicas depois dos treinos. Não à toa, a opinião dos atletas teve seu peso na escolha. Além disso, circulavam nos bastidores do Brinco a história que, durante a passagem de um dos treinadores que dirigiu o Guarani em 2017, o responsável pelas preleções pré-jogo era o próprio auxiliar.

Na chegada de Fernando Diniz, Louzer teve papel importante no trabalho com os jogadores em busca da assimilação dos métodos do novo comandante. Até por já estar familiarizado com os conceitos, disse em sua apresentação oficial que pretende utilizar algumas das ideias.

O contrato, obviamente, é de risco, e a efetivação durará enquanto os resultados acontecerem. Mas é a chance de ouro para, como tantos outros fizeram recentemente, Umberto Louzer abandonar de vez a função de auxiliar para se tornar, de fato, um técnico de futebol. “Vou procurar ser reconhecido no cenário nacional, colocar minha marca. Tenho estudado, me dedicado e me preparado muito para essa oportunidade. Meu objetivo é agarrar essa chance e fazer um Guarani forte”, ambiciona o profissional.

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Carlos Augusto Rodrigues da Silva