Publicado 03 de Janeiro de 2018 - 19h02

Por Rafaela Dias

Foto: Leandro Ferreira

Rafaela Dias

da Agência Anhanguera

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As empresas que fazem parte da Companhia de Desenvolvimento de Alta Tecnologia de Campinas (Ciatec) vão ser transferidas de prédio. Em agosto, elas corriam o risco de serem despejadas pela falta de pagamento de aluguel. O decreto foi publicado no Diário Oficial de Campinas de anteontem. O documento permite que uma área pública que fica no bairro Vila Nova São José receba as empresas. A área de quase 2 mil metros quadrados fica na Rua Serra do Mirante.

A publicação prevê ainda que a permanência seja por tempo indeterminado.Segundo Prefeitura de Campinas, o prédio que vai abrigar a Ciatec está passando por reformas para receber a parte administrativa da companhia. A gestão das empresas incubadas a partir desse mês passa para o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM). A medida, ainda segundo a administração, foi um pedido das próprias incubadoras já que em agosto do ano passado, o CNPEM e a Prefeitura de Campinas fecharam um acordo para a manutenção da Companhia no prédio em que a empresa municipal de economia mista está instalada, no Jardim Santa Cândida. A instituição estava despejando a Ciatec do prédio por falta de pagamento dos alugueis, uma dívida de R$ 1,2 milhão que vem desde 2012.

Pelo acordo, o CNPEM assumirá a gestão técnica das empresas incubadas, com participação da Prefeitura e, a partir de agora, não haverá mais cobrança de alugueis. O passivo será parcelado, de acordo com termos que serão definidos por um grupo de trabalho formado por três integrantes de cada uma das instituições.

O acordo foi fechado entre o prefeito Jonas Donizette (PSB) e o diretor-geral do CNPEM, Rogério Cerqueira Leite. Algumas das empresas que usam o espaço da Ciatec, segundo os empresários, já foram despejadas e outras tinham recebido carta de despejo.

A Ciatec tem a gestão de dois polos tecnológicos, o Ciatec 1 e o 2, onde estão instaladas empresas de alta tecnologia. O polo mais desenvolvido é o 2, que está localizado próximo a Rodovia Adhemar de Barros, em uma área de 8 milhões de metros quadrados, dos quais 3 milhões estão ocupados com 36 empresas. Dos 4 milhões restantes, a maior parte, 3 milhões, são áreas de preservação permanente (APP) e áreas verdes, que não podem ser utilizadas.

A Prefeitura está tentando obter o credenciamento desse polo no Sistema Paulista de Parques Tecnológicos (SPTec), mas para isso precisa ser proprietária de uma área de 200 mil metros quadrados, que ela não tem. A Administração vem tentando equacionar uma saída para o credenciamento que permitirá que as empresas de alta tecnologia ali instaladas possam utilizar créditos acumulados de Imposto sobre Circulação de Mercadorias (ICMS) ou usar o imposto para pagamento de bens e mercadorias em investimentos ou no pagamento de ICMS relativo à importação de bens e também a ter acesso aos incentivos do programa estadual Pró-Parques.

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