Publicado 02 de Janeiro de 2018 - 19h44

Por Adagoberto F. Baptista

Fotos: Leandro Ferreira

Henrique Hein

Da Agência Anhanguera

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Os casos de chikungunya são a principal preocupação do Departamento de Vigilância em Saúde de Campinas nas ações de prevenção e combate ao mosquito Aedes aegypti. Até o momento, a Subdivisão informou que nenhuma situação de risco foi identificada, mas que o fato do município ter passado imune a uma epidemia da doença nos anos anteriores, faz com a população acabe se tornando mais suscetível a adesão do vírus.

De acordo com o Médico Epidemiologista, André Ribas Freitas, do Departamento de Vigilância em Saúde, a preocupação também ocorre, por conta do período de encubação do mosquito que transposta o vírus chikungunya. “Enquanto a Dengue e o Zika possuem um período de encubação que varia de sete a onze dias, o do chikungunya acontece em bem menos tempo, cerca de 2 a 4 dias. Então, o tempo de velocidade de propagação dele é muito mais rápida do que os outros. Apesar de tudo estar muito bem controlado, é importante ficarmos atentos”, disse o especialista.

De acordo ainda com Ribas, a situação da Dengue e do Zika Vírus também está controlada para o início do ano, mas que a participação da população no combate ao mosquito é sempre importante. Segundo ele, os moradores do município precisam estar atentos, principalmente, nessa época ano, em que a procriação das larvas costuma ser alta. “A nossa recomendação é para que os moradores e vizinhos não deixem água parada ou acumulada em vidros, garrafas e pneus. Também é importante evitar deixar esses tipos de materiais em locais com exposição a chuva. Outra atitude que poucas pessoas se preocupam são com as calhas do telhado, que se não forem esvaziadas, se tornam um ponto com grande potencial para o desenvolvimento do mosquito”, explicou.

No último dia 20 de dezembro de 2017, a Secretaria Municipal de Saúde, havia informado que a redução dos casos de dengue em Campinas havia sido de 97% no comparativo com o todo ano 2016. A diminuição dos casos de zika vírus também foi destaque a época, com queda de 92%, em enquanto os casos de chikungunya na cidade sofreram um acréscimo de 23%. O último balanço divulgado ainda constava que 119 pessoas tiveram dengue em 2017. Ao longo de 2016, o número era quase 30 vezes maior, com 3.542 casos registrados.

No próximo dia 11 de janeiro, o Departamento de Vigilância em Saúde e as demais Secretárias do Município vão se reunir para discutir as ações que já foram planejas em dezembro do ano passado. Entre elas, estão marcadas mais visitas aos domicílios da cidade, além de novos multirões – realizados semanalmente aos sábados. Ao todo, a Prefeitura de Campinas disse que conta com 900 agentes de saúde.

Alerta Dengue

No decorrer de 2017, foram feitas diversas ações de combate às arboviroses, que incluíram nebulização, visitas a domicílios para limpeza de terrenos, e conscientização com especialistas e voluntários até mesmo nas escolas. Além disso, em fevereiro foi lançado o software "Arboviroses Campinas", desenvolvido por especialistas da Informática de Municípios Associados (IMA) junto à Secretaria de Saúde, e que através de um sistema georreferenciado identifica áreas críticas para definir ações. O programa, inclusive, serviu como base para o aplicativo gratuito "Alerta Dengue" , também criado pela IMA, com foco na orientação das pessoas, e que pode ser baixado em smartphones e tablets nos sistemas Android ou iOS.

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Adagoberto F. Baptista